Ainda sem Nome virou A Dita Cuja

Ainda sem Nome virou A Dita Cuja

Com cinco anos de vida, a Cia. tem bastante histórias para contar sobre seus desafios e conquistas

No último dia 12 de maio, a “Cia Ainda Sem Nome de Teatro” promoveu uma festa de “Batizado” onde, oficialmente, passou a se chamar “Cia A Dita Cuja”. Com cinco anos de vida, a Cia. tem bastante histórias para contar sobre seus desafios e conquistas. Confira, a seguir, entrevista com o idealizador da companhia, Flavio Racy. 

Revide On-line - Como foi a festa de batizado?
Flávio Racy - Foi realizadora, principalmente porque pudemos contar com a presença de artistas de diversos grupos e escolas da cidade participando deste momento tão especial, o que demonstra o bom relacionamento que a Cia. A Dita Cuja mantém no movimento teatral de Ribeirão Preto. 

Revide On-line - Como foi a escolha do primeiro nome?
Flávio Racy - Quando fundamos o grupo, escolhemos não cristalizar uma linguagem e uma identidade por entendermos que aquele momento nos permitia buscas e descobertas relacionados ao fazer teatral. Assumimos o nome Cia. Teatral Ainda sem Nome como característica de um grupo com uma linguagem aberta em busca da definição de uma linguagem que o caracterizasse. 

Revide On-line - Como foi a escolha agora?
Flávio Racy - Foi um processo demorado.  Depois de cinco anos convivendo com um nome, escolher outro foi um momento difícil. Passamos quase cinco meses buscando opções que representassem todos os integrantes. Por fim, elegemos nossa temporada no Fringe de Curitiba, uma viagem onde os integrantes estariam respirando 24 horas o grupo e nosso trabalho, para bater o martelo na opção final. 

Revide On-line - E a logo, qual a explicação?
Flávio Racy - A Dita Cuja é aquela de quem se fala, por isso, escolhemos a Nega Maluca para nos representar. 

Revide On-line - Não confunde o público essa troca de nomes?
Flávio Racy - A festa, o evento de batismo e a estréia da Willi foram planejadas para marcar a mudança e isso está sendo largamente divulgado entre o público que acompanha o grupo. 

Revide On-line - Pensaram em alguma “estratégia” para a associação de marca?
Flávio Racy - Apenas a continuidade da divulgação do nosso trabalho e repercussão do batismo. 

Revide On-line - Pretendem mudar de nome novamente?
Flávio Racy - Não, agora estamos batizados! 

Revide On-line - O que mudou no grupo desde sua criação?
Flávio Racy - Cinco anos é bastante tempo para a evolução do trabalho, a descoberta de uma linguagem própria, que está se desenvolvendo, a criação de projetos artísticos como a Casa das Artes e o Sala de Teatro e, principalmente, para o amadurecimento artístico, que culminou no sucesso da estréia da nova peça, Willi inpropriedade. 

Revide On-line - Como é fazer cinco anos de grupo?
Flávio Racy - Não é fácil. Os primeiros cinco anos de um grupo constituem o período de formação e formalização do elenco, amadurecimento artístico, abertura de mercado de trabalho e formação de público. Corresponde a muito trabalho, dedicação e perseverança, e são poucos grupos que insistem e passam pela fase inicial de formação, por isso, este aniversário é tão significativo para a Cia. 

Revide On-line - Quantas produções nestes cinco anos?
Flávio Racy - Em 2007 o grupo desenvolveu o projeto Poesia em Cena que resultou em cinco cenas e um texto teatral não montado. Em 2008, estreamos as primeiras montagens das peças Roleta Russa e Florisbela e seus dois pretendentes. Em 2009, criamos o espetáculo Um conto de Natal, a segunda montagem da peça Roleta Russa e desenvolvemos a pesquisa “O folclore e suas raízes” que deu origem ao texto Wine Merewá. Em 2010, estreamo a peça Wine Merewá. Em 2011, estreamos a segunda montagem da peça Florisbela e seus dois pretendentes, transformada para a linguagem de rua. E em 2012 estamos estreando a peça Willi in propriedade. 

Revide On-line - Quais os maiores desafios nestes cinco anos?
Flávio Racy - Produzir nossos espetáculos sempre com recursos próprios, implantar uma sede para o grupo e manter-se ativo e em produção constante. 

Revide On-line - E as maiores conquistas?
Flávio Racy - As montagens do grupo e participações das peças em eventos marcantes para a história do grupo, a inauguração da Casa das Artes e a criação do projeto Sala de Teatro.

Revide On-line - Quais os planos para o futuro? 
Flávio Racy - A próxima meta a ser alcançada é circular com nossas peças em cartaz, Florisbela e seus dois pretendentes e Willi in propriedade, para além da região de Ribeirão Preto.

Revide On-line 

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