Aleitamento materno

Aleitamento materno

No Brasil, os Bancos de Leite humano surgiram como uma alternativa higienicamente segura para as amas de leite

No dia 1° de Outubro é comemorado o Dia Nacional de Doação de Leite, a data tem como objetivo mostrar a importância da doação durante todo o ano e os benefícios do consumo do leite materno, além de estimular mulheres que estejam amamentando e sejam aptas a se tornarem doadoras de leite, anualmente nessa data é lançada uma campanha para aumentar o número de doadoras.

No Brasil, os Bancos de Leite humano surgiram como uma alternativa higienicamente segura para as amas de leite, que passariam a doar seu leite aos Bancos para ser distribuído não tendo mais contato direto com a criança, “Com o avanço da tecnologia a doação ficou mais higiênica e segura, tanto para a ama quanto para a criança, após os controles de qualidade que foram ficando cada vez mais específicos e rigorosos”, explica a enfermeira Anália Heck. 

Em Ribeirão Preto um dos principais postos da campanha é o Banco de Leite Humano do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) que iniciou suas atividades em maio de 1976. A coordenadora e enfermeira do Banco de Leite Anália Ribeiro Heck diz que, inicialmente, o local era voltado principalmente para recém nascidos, “O propósito inicial da fundação foi o de prover leite humano para aqueles casos em que os recém nascidos, em especial os prematuros, não conseguiam mamar diretamente no peito de suas mães e para os quais os leites formulados não conseguiam atender suas necessidades” explica Anália. 

Campanha Lançada em 2005 pelo Ministério da Saúde a campanha do Dia Nacional de Doação de Leite visa combater o desmame precoce e baixos índices de aleitamento, desenvolvendo ações para mobilizar e sensibilizar a população, “Nosso serviço consiste também em oferecer assistência para lactação contribuindo com as mulheres que necessitam de ajuda para amamentarem os seus filhos, atendemos cerca de 30 duplas de mães e bebês todos os dias” acrescenta a coordenadora Anália.Toda mulher saudável, com excesso de leite no peito e que não use medicamentos que impeçam a doação poder participar desse ato de solidariedade.

A empresária Daniela Rosa explica que após seu primeiro parto, se deparou com os seios cheios de leite e doloridos e como já sabia sobre a existência do Banco de Leite, optou por procurar o local “Após meu primeiro parto, acordei com os seios doloridos e muito cheios de leite.

Minha sogra me alertou sobre o Banco de Leite e, sem saber o que fazer e como coletar o leite, fui até lá para dar inicio ao procedimento, pude doar durante seis meses. Há um mês nasceu meu segundo filho e durante esse tempo tenho realizado doações constantes novamente”, diz a empresária.Segundo o Ministério da Saúde, o investimento em tecnologia, o processamento e o controle de qualidade do leite humano a ser distribuído levou o país ao reconhecimento da qualidade de seus serviços e produtos. Hoje o Brasil possui a maior rede nacional de bancos de leite humano. “A doação de leite, além de ser um ato concreto do exercício da cidadania, permite à doadora sentir-se partícipante do processo terapêutico dedicado a esses pequenos seres, as pesquisas revelam que além de alimento o leite humano tem efeito protetor e modulador, reduzindo a possibilidade de ocorrência de doenças ao longo de toda a vida” enfatiza Anália Heck.

Dados do Banco de Leite de Ribeirão Preto revelam que cerca de 10% dos nascimentos na cidade são de bebês prematuros que necessitam de leite humano para sobreviver, daí a importância das mulheres amamentarem seus filhos e doarem o restante para ajudar na alimentação e continuidade do tratamento dos bebês nascidos prematuramente. Daniela Rosa diz que doando leite se sente amada, pois sabe dos benefícios que está levando aos bebês, “Tenho consciência de que bebezinhos precisam do meu leite e sei que estou fazendo algo bom. Imagino como uma mãe deve se sentir insuficiente por não poder corresponder à expectativa mais importante do seu filho, enquanto eu puder doar meu leite, sei que estarei colaborando para amenizar esse tipo de situação” ressalta.

Para doar é necessário que a mãe se dirija ao Bando de Leite, que fica na Avenida Santa Luzia 387, para realizar os procedimentos de triagem clínica e sorológica e receber orientações sobre a coleta que pode ser realizada no local das 07h às 17h ou em casa, seguindo os procedimentos médicos.Para a empresária Daniela a doação é um exercício que tira as mães  do comodismo levando-as a superar qualquer tipo de dor e dificuldade.“As mães precisam se conscientizar que um pouco de leite que se tira de cada mamada, poderá alimentar um bebê que precisa, a boa vontade é um ato que tem que ser praticado dia a dia para não deixar-se cair no comodismo e desistir de doar por pequenos motivos”, conclui.


Revide On-line (colaboradora: Pâmela Silva)

*Publicado em 21/01/2011

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