Alimentação eleva IPC no mês de maio
Cebola, cenoura e carne bovina foram os produtos que apresentaram maior aumento
A inflação em Ribeirão Preto no mês de maio ficou em 0,56%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) e Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O resultado é bem diferente do registrado em maio de 2014, quando houve deflação de 0,05%.
O economista da Acirp, Fred Guimarães, responsável pelo levantamento, aponta um culpado para esse aumento da média dos preços: os alimentos, que na média ficaram 0,7% mais caros no mês passado.
Embora o crescimento dos valores dos alimentos sejam menores do que o de outros setores, como saúde (1,4%) e despesas pessoais (1%), o economista acredita que os alimentos são os que mais pesam no bolso do consumidor. “Devido a essa economia que não cresce e está sem estímulo, com os juros subindo também”, disse.
Entre os produtos que apresentaram maior aumento está a cebola, que ficou 32,9% mais cara, seguido pela cenoura (29%). A carne bovina também apresentou aumento de 2,1%, o pão francês, que está com o custo 2,4% mais alto, e o leite que aumentou 2,7%.
Em compensação, o arroz (-1,1%), o frango (-0,8%), pimentão (-21,5%), maracujá (-17,4%), mamão (-21,6%), laranja (-8,7%) e a tangerina (-9,1%) ficaram com preços mais baixos.
Nos próximos meses
No acumulado de 2015, os produtos monitorados, que representam o setor de serviços estão 8,7% mais caros, enquanto no geral a inflação deste ano em Ribeirão Preto está em 3,7%, índice considerado elevado pela Acirp.
Guimarães acredita que o setor de serviços estão “fazendo um estrago” no reajuste de preços, e que a tendência é aumentar, como o aumento no preço do pedágio a partir de 1º de julho, como anunciou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) no começo desta semana, e o possível reajuste dos planos de saúde e do transporte público.
“Falta credibilidade para a economia. Só com a taxa de juros o governo não vai conter a inflação, porque isso é estratégia deficitária.”, concluiu o economista.
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Fotos: Arquivo Revide