Alimentação no intervalo

Alimentação no intervalo

Evitar alimentos gordurosos e pouco nutritivos nos recreios escolares deve ser uma busca diária dos adolescentes

Parece uma tarefa impossível resistir aos chocolates, aos salgados e às milhares de opções que as cantinas das escolas oferecem. Mas por causa da preocupação crescente com a saúde e com a boa forma, muitos estudantes estão mais atentos à qualidade dos lanches durante o recreio.

Miranda Vanberlan Medel, de 17 anos, fica atenta a tudo o que consome no período escolar. A estudante prepara seus lanches em casa e não pula nenhuma refeição. “Evito alimentos muito calóricos, mas não deixo de consumir carboidratos, para ter energia durante as aulas”, conta a estudante que, junto com a mãe, prepara sanduíches naturais para carregar na mochila.

De acordo com a nutricionista Vicky Nogueira Pileggi, o cuidado deve começar com atenção na leitura dos rótulos dos alimentos. “O ideal é que o adolescente faça em casa sua opção de lanche, ou seja, escolha frutas ou prepare um sanduíche. Porém, como a maioria prefere os alimentos vindos do supermercado, a atenção com as informações nutricionais contidas na embalagem deve ser redobrada. A maioria das opções possui excesso de sal, açúcar e gordura. Ler a composição desses itens ajuda a reduzir os exageros”, explica.

Os pais e a própria escola também podem ajudar na boa alimentação dos estudantes. Pensando nisso, Rodrigo de Morais decidiu ministrar algumas palestras aos alunos do COC. “Percebemos que a grande maioria dos adolescentes não se alimentavam bem. Por isso, começamos um trabalho de orientação, pois é muito importante consumir alimentos saudáveis para garantir o bom funcionamento do metabolismo”, explica Rodrigo, coordenador da Unidade Riberânia do COC. Segundo o estudante Felipe Moreira, de 16 anos, sua atenção ao que consome dentro e fora da escola aumentou bastante nos últimos tempos. “Procuro me alimentar sempre, pois aprendi que ficar em jejum é bem pior”, declara o adolescente.

Os principais vilões do intervalo são os salgadinhos industrializados e refrigerantes. “Um dos salgadinhos mais vendidos nas cantinas possui, em apenas 200g, metade das calorias e carboidratos necessários para um dia inteiro, além de 60% da quantidade de sal e 80% da gordura que deveriam ser consumidos em um dia inteiro. Ou seja, em apenas um lanche, o adolescente já excede o consumo de grupos alimentares que podem levar ao sobrepeso e à obesidade”, complementa Vicky.

Atenta a esses cuidados, a estudante Mayara Giorgenon, de 15 anos, conta que cortou o refrigerante do dia a dia por conta própria. Para ela, essa já foi uma alternativa para tornar as refeições mais saudáveis. “Já senti alguma diferença e estou satisfeita”, avalia a estudante.

Texto: Mariana Secaf
Fotos: Ibraim Leão

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