Alta na inflação

Alta na inflação

O resultado do Índice de Preços ao Consumidor referente ao mês de janeiro/2012 apresentou inflação elevada de 0,95%

A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), apresentou o resultado do IPC – Índice de Preços ao Consumidor referente ao mês de janeiro/2012 com inflação elevada de 0,95%, porém, inferior ao índice de janeiro/2011, quando a inflação foi de 1,26%.

O mês de janeiro apresentou a primeira alta do ano, o grupo educação foi o que mais contribuiu com a elevação do indicador. A alimentação teve alta considerável, com aumento dos preços dos produtos in natura.

O objetivo da pesquisa é obter maiores informações do índice de inflação na cidade, a partir dos dados revelados os consumidores e empresários podem elaborar métodos de atuação no mercado.

Os números apresentados na pesquisa fez com que o acumulado de fevereiro/2011 a janeiro/2012 alcançasse 4,10%. Na média, a inflação mensal dos últimos doze meses é de 0,34%.

O resultado de janeiro/2012 foi fruto do reajuste das mensalidades escolares e da alta do setor alimentação, em especial produtos in natura — exceto frutas e ovos , produtos industrializados — exceto açúcar e do feijão.

O índice mensal, calculado através da variação dos preços dos principais setores da economia, de acordo com pesos específicos para cada item da cesta de bens, demonstrou que alimentação, habitação e educação registraram altas significativas, com variações de 1, 007%, 0,343%, 8,357% e contribuições respectivas de 0,327pp, 0,084pp e 0,661pp. Transporte obteve variação negativa de -0, 897% e contribuição no índice final de -0, 169%pp. Os outros grupos tiveram resultados modestos no índice final com contribuições próximas de zero.

Em saúde, houve alta de dentista e de remédios, diferente do grupo de transporte, cujo destaque foi para a queda dos preços dos combustíveis.

Porém, os produtos que contribuíram anteriormente com a inflação, continuam a ajudar com a diminuição dos preços, como por exemplo, combustíveis (etanol e gasolina), e açúcar que mesmo em período de entressafra, apresentou variações negativas.

Já a carne bovina em função da retração da demanda no início do ano e o leite pelo período de safra contribuíram para queda dos preços em 2012. No caso da habitação, houve o reajuste de preços do IPTU, amenizado no grupo pela queda do aluguel. Este item apresentou maior influência de apartamentos e casas de 2 e 3 quartos e da queda do valor do condomínio, todas essas baixas em relação aos preços que vigoraram em dezembro/2011.

Segundo dados da pesquisa, a partir do mês de fevereiro/2012, após três meses de resultados positivos, pode haver deflação. A tendência é que não haja novas recomposições de preços em alimentos, grupo de maior peso no indicador. "Mesmo com a possível deflação, o resultado da pesquisa apresenta expectativas de continuidade ou não da queda dos preços dos combustíveis. Caso não haja novas majorações nos preços, o resultado do índice de fevereiro deve apresentar retração", conclui o economista Fred Guimarães.


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