Altos e baixos
Avenida Nove de Julho sofre com a falta de manutenção no pavimento, que provoca desnível entre paralelepípedos; Prefeitura promete nivelamento da via a partir do novo Plano de Mobilidade
Assunto comum nas rodas de conversas de quem vive em Ribeirão Preto, a manutenção das vias de trânsito do município é motivo de recorrentes reclamações. A situação de uma das principais avenidas da cidade, a Nove de Julho, por exemplo, preocupa moradores e motoristas.
O trecho da via com paralelepípedos é o que causa maior dor de cabeça aos condutores. Peças fora do lugar e desnível são os principais problemas. De acordo com o mototaxista Cleberson Binué, de 29 anos, a avenida pode ser considerada perigosa. “Eu passo todo dia pela Nove de Julho e é horrível andar por aqui. Além disso, é muito perigoso. Principalmente à noite ou quando chove. A iluminação já não é tão boa e, com a chuva, não dá pra ver os buracos. Eu já caí várias vezes nessa avenida”, relata.

Para o vice-superintendente da Distrital Sul da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), Kleison Aparecido Ribeiro, de 74 anos, a Prefeitura usa como justificativa o fato de a via ser tombada para não fazer o reparo. “Antes mesmo de a avenida ser preservada, ela já estava com alguns problemas. Mas, depois do tombamento, a Prefeitura se omitiu. Ela não fez mais a manutenção devida. No meu ponto de vista, a Prefeitura abandonou a avenida. Realmente existe, por ser um local tombado, um pouco mais de burocracia. Porém, se tivesse sido feita, anteriormente, uma manutenção devida, não estaria no estado em que está”, afirma.
Outro lado
Questionada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Infraestrutura informou que, como a Avenida Nove de Julho é tombada, toda a ação a ser executada deve passar por vários setores: Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Conppac), Secretaria da Cultura, Secretaria de Planejamento.
Já as ações pontuais, que são permitidas, incluem o reparo imediato de vazamentos, assentamento dos paralelepípedos, roçada dos canteiros, limpeza, entre outros trabalhos. “Dentro do escopo do Plano de Mobilidade para a avenida, os serviços e especificações iniciam-se com a remoção dos paralelepípedos e a implantação e correções da drenagem de águas pluviais, esgotamento sanitário, rede de águas de consumo, seguido de correções das interferências com a telefonia e redes de gás. Logo depois, será substituída a base por novo sistema, que precederá a recolocação dos paralelepípedos, de modo nivelado. Paralelamente serão executadas as adequações para acessibilidade e a restauração do canteiro central com as adequações das guias existentes”, explicou a Administração Municipal, por meio de nota.
Texto: João Camargo || Fotos: Luan Porto.