Amigos para toda hora
Histórias em que a amizade permeia as relações — independentes do tempo, da distância ou do espaço em que ela foi construída — mostram que este vínculo é uma das forças mais poderosas que existe
Gael Rocha Muradás e Emily Ribeiro estudam juntos e, quando se encontram fora da escola, permanecem muito tempo conversando e brincando. No alto de seus três anos, provavelmente, ainda não tenham se dado conta de que essa relação compartilhada por eles tem nome e muitas vantagens: amizade. Quando se fala em benefícios, é importante salientar que eles vão muito além dos prazeres da acolhida, podendo, inclusive, estimular carreiras, minimizar sofrimentos e até evitar doenças. A amizade, essa relação que na maioria das vezes começa de forma descompromissada e sem uma data comemorativa, é uma das mais poderosas forças de transformação de uma sociedade.
Segundo Ricardo Donegá, coordenador do curso de administração da Unaerp, a amizade valida a própria existência do ser humano. “Somos seres socialmente dependentes. Em grupo, sobrevivemos melhor”, pontua. Isso acontece porque ela traz sensação de autorrealização, de pertencimento, e é, também, essencial como forma de registro, não só na questão histórica, mas no presente também. O registro da vida fica muito mais interessante quando se tem amigos para compartilhar os mais diversos momentos, independente da idade que se tem.
A amizade pode ser iniciada na escola, como no caso de Gael e Emily, no ambiente de trabalho, na academia, em uma viagem, no condomínio, enfim, em qualquer cenário. A criança, por ser mais sincera, segundo Ricardo, tem preocupações mais pontuais. Elas brigam e logo está tudo bem. Quando cresce, passa a ter necessidade de padrões, criados por elas mesmas, e isso pode complicar algumas relações. Em alguns casos, pode até se tornar algo ruim, uma espécie de parasitismo.
Porém, a ideia, aqui, é se ater à amizade, aquela relação de troca em que todos os envolvidos doam e recebem, não necessariamente na mesma proporção, mas tendo como pressuposto um convívio saudável. Em encontros rápidos, relações efêmeras, geralmente, as pessoas apresentam apenas o que têm de melhor. Em ligações mais duradouras, como a de amigos, é preciso gerenciar conflitos de valores e de objetivos. “Os amigos crescem, amadurecem, eximem-se dos preconceitos e conhecem os limites uns dos outros”, esclarece Ricardo.
Para o administrador, entre os princípios da amizade estão a sinceridade e o caráter. Sendo assim, o bom amigo tem o difícil papel de falar a verdade e de não ajudar a fomentar ilusões, pois essas se desfazem. Já o caráter consiste em distinguir o que é certo do que é errado, senão, a sociedade perde o sentido. “Todo adulto corrupto é infeliz e foi cercado de quem não teve caráter e sinceridade com ele”, acredita Ricardo. A partir daí, pode-se notar que a amizade influencia de maneira decisiva a vida pessoal e profissional de cada um.
Um café, dois dedos de prosa e uma amizade sólida
Tatianne de Paula e Danilo Vidal sabem bem como é poder contar com um amigo dentro e fora do ambiente de trabalho. Os dois fazem venda, organização e logística de eventos na Renato Aguiar Festas, onde ela está há seis anos e ele, há oito. Durante um tempo, mantiveram apenas relações de trabalho e, às vezes, até saíam juntos. Dois anos depois de uma convivência diária, começaram a se aproximar mais e, hoje, são grandes amigos.
Das nove horas da manhã até às seis da tarde, eles dividem os afazeres, alinham os compromissos e se complementam como profissionais. Depois disso, ainda fazem de tudo para ficar o maior tempo possível juntos. Como geralmente trabalham nos fins de semana — e em eventos distintos —, aproveitam as noites da semana e as tardes de domingo para se divertir. “Juntamos os nossos amigos e formamos uma turma. Marcamos happy hours, bate-papos e almoços de domingo”, contam.
Tatianne acredita que tenha sido uma boa influência na vida do amigo, tanto que a ligação se estendeu para além das paredes do escritório. Como sua família vive em Areado — cidade que ela deixou há seis anos para vir trabalhar em Ribeirão Preto —, é Danilo quem cumpre esse papel ao seu lado. “Com o Danilo, não tenho concorrência. Nós temos objetivos comuns e evoluímos juntos. Às vezes, até choramos um no ombro do outro, mas a verdade é que a vida é muito mais divertida ao lado dele”, garante Tatianne.
O amigo também tece elogios, apesar de considerar Tati difícil de lidar, com opinião e gênio fortes. Porém, ele já aprendeu a lidar com isso e considera suas qualidades muito superiores a qualquer limitação. “Eu reforço que entre nós não existe concorrência. Aqui, um ajuda o outro. A Tatianne tem uma energia e um alto astral que tornam a ligação muito gostosa”, diz Danilo. Ele ressalta que a vida fica muito mais fácil quando se sabe que tem alguém com quem pode contar.
Na amizade deles, Tati é mais racional e Danilo é pura emoção. Por conta disso, ela o ajudou a lidar de forma mais prática com as dificuldades e as diferenças de personalidade. Também esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis pelos quais o amigo passou e o ajudou a recuperar forças para seguir adiante. Ele também esteve a postos quando ela adoeceu: ofereceu seu ombro amigo, cuidou e segurou as pontas no trabalho.
Uma vida inteira de amizade e um bom plano pela frente
O cirurgião-dentista Roberto Ferreira Roselino era amigo do irmão da empresária Paula Secaf e não demorou muito para que se tornasse amigo dela também. Essa história começou há 37 anos, com muitos momentos difíceis pelo caminho, mas outros igualmente felizes, e, ao que tudo indica, deve continuar se intensificando cada vez mais. Afinal, os dois ainda têm planos de morar juntos. “Pretendemos passar a nossa velhice juntos”, contam.
Só por esse plano já é possível perceber que o respeito e a admiração permeiam essa relação. Ele diz que Paula é amiga para qualquer hora e é uma das mulheres mais batalhadoras que conhece. A admiração consiste em ver o carinho e a atenção que ele dedica a quem está por perto. O fato dele ser um bom pai também recebe seus elogios. “O Roberto é extremamente companheiro. Sei que posso ligar para ele a qualquer hora que terei toda sua atenção”, comenta Paula. Não foram poucas as vezes em que isso aconteceu.
Na doença da mãe, no fim do casamento, na perda de um emprego, nas dificuldades do dia a dia, a empresária nunca esteve só. Roberto sempre esteve ao seu lado, apoiando e incentivando a amiga e, principalmente, sem fazer críticas. Cada um desses momentos foi enfrentado com o respeito característico que existe entre eles. Porém, nada tem conotação de obrigação e, apesar de toda essa proximidade e a liberdade que conquistaram com o passar dos anos, fazem questão de se dar espaço, sem que um invada o limite do outro.
A afinidade entre Paula e Roberto é tão grande que eles se consideram parecidos. “Percebemos que éramos amigos através da convivência. Temos uma característica comum que nos torna ainda mais próximos: nós gostamos de cuidar, temos esse perfil mais altruísta de nos doar aos outros. Isso permite uma troca intensa”, revela Paula. É por isso também que só de atender a uma ligação da amiga Roberto já é capaz de saber como ela está.
Quando as agendas permitem, os dois estão juntos, seja numa festa, num bar, num jantar, numa viagem ou simplesmente tomando sol, batendo um papo. “Já ficamos 18 dias na Europa, só os dois, e era como se tivessem 50 pessoas. Nos divertimos o tempo inteiro quando estamos juntos”, salienta Roberto. Porém, mais uma vez, a questão do respeito está em primeiro lugar. Quando estão na praia, por exemplo, Paula gosta de caminhar e tomar sol, enquanto isso, Roberto vai correr, jogar, movimentar-se. A filha dela, Mariana, e os filhos dele, Manoela e Rodrigo, também se sentem felizes com a relação dos pais, tanto é que, na formatura de Mariana, ela dançou a valsa com o pai e, depois, com Roberto.
Longe dos olhos, mas perto do coração
As duas são jornalistas e empresárias. Provavelmente, as semelhanças entre elas parem por aí. Camila Goulart Marangon e Cristiane Zambroni se conheceram no Ensino Médio, mas foi na faculdade que estreitaram relações. Porém, assim que acabou o curso, Camila se casou e logo mudou de cidade. Passou onze anos fora de Ribeirão Preto, sendo que sete deles morou no exterior.
Durante todo esse período, nunca deixaram de se falar. Quando Camila estava no segundo ano fora — e após ter voltado duas vezes para o Brasil — Cris foi visitá-la em Roma, com outra amiga em comum. Ela nunca tinha viajado de avião, muito menos saído do país, e também não falava outro idioma. Pegou uma carta de recomendação do marido da amiga e seguiu viagem, curtindo 20 dias ao lado de quem tanto queria por perto.
Depois de um tempo, Camila foi morar em Liverpool. Sem falar inglês e, desta vez, sozinha, Cris foi novamente visitar a amiga. “Sempre fui muito bem recebida, mas, na segunda visita, ela fez uma coisa incrível”, lembra a jornalista. Cris se refere à viagem que fizeram juntas. Camila, que estava há pouco tempo na Inglaterra, deixou os dois filhos pequenos — hoje são três — com o marido e foram só as duas para Londres. “Foi uma viagem curta, mas muito importante para nós. Passeamos bastante, jantamos juntas, enfim, fizemos programas de amigas”, conta Camila.
Atitudes como essa fortaleceram os laços de amizade entre elas e, há três anos, a distância deixou de ser um empecilho, já que Camila voltou a morar em Ribeirão Preto. Porém, hoje, a realidade é bem diferente da época da faculdade. Camila é casada, tem três filhos, uma loja e uma rotina bem atribulada. Cris é solteira e está direcionando seus esforços para um negócio próprio. Portanto, elas se veem com menos frequência, mas nada disso atrapalha essa amizade.
Cris confessa que é ciumenta e, por conta disso, já brigou com muita gente, mas nunca bateu de frente com Camila. “Ela é muito tranquila. Está sempre promovendo a paz e servindo de referência. A Camila é boa, calma, responsável, determinada e tem garra e coragem admiráveis. Não é qualquer mulher que passaria pelo que ela passou, indo viver longe da família. Ela sempre conduziu tudo de forma natural”, elogia Cris.
Camila também não poupa elogios à amiga. “A Cris é determinada, tem caráter forte e um coração gigante. Sei que posso contar com ela onde quer que esteja. Ela é intensa, doa-se muito para tudo”, lista Camila, lembrando que, para uma amizade durar, é preciso ter respeito. É a partir dele que surgem a confiança, a admiração e todos os outros itens necessários a uma relação saudável e duradoura.
Quatro amigos e um negócio
Há 22 anos, Caio Balieiro e Thiago Gui Pereira iniciaram uma amizade como a de Emily e Gael, naturalmente e através do convívio escolar. Pela convivência próxima, Raoni Balieiro, irmão mais velho de Caio, acabou se tornando amigo de Thiago também. O quarto integrante desse grupo apareceu muitos anos depois: Diego Lattaro estudou na mesma universidade que Caio, a Anhembi-Morumbi, em São Paulo, e eles se conheceram graças a um programa de intercâmbio. “No dia da primeira confraternização entre os participantes, já ficamos próximos”, lembra Diego.
Nos seis meses que se seguiram, essa proximidade só aumentou. “Nós estávamos em Madri desprovidos de amigos e da família. Ter alguém conhecido era uma grande vantagem”, conta Caio, que passou dois semestres na Espanha. Diego ficou um semestre, tempo suficiente para conhecer a família do amigo, inclusive Raoni. Quando Caio voltou para o Brasil, foi organizada uma festa para comemorar o aniversário de sua mãe e também seu retorno. Diego foi convidado e ali conheceu Thiago, o amigo de infância de Caio.
Depois disso, Diego e Caio continuaram morando em São Paulo, mas por causa da rotina atribulada, viam-se pouco. Foi nesse período que Augusto, pai de Caio e Raoni, convidou o filho mais novo para empreender um novo negócio. “Fiquei muito motivado, convidei meus amigos de mais confiança e segui adiante”, conta. Os amigos de mais confiança, no caso, são Thiago e Diego.
De lá para cá, a Cervejaria Walfänger foi tomando forma até que, em 2015, foi inaugurada. Como a família Balieiro já era proprietária da marca e Raoni participava das reuniões, foi inevitável que também se tornasse sócio do negócio. “Esse período de estruturação da empresa foi essencial para estreitar os laços profissionais, mas acabamos afinando a amizade também”, salienta Diego.
Raoni lembra dos ensinamentos do pai de que é preciso pontuar a relação de sócios e a relação de amigos. No caso desse quarteto, as duas caminham muito bem. Eles já discutiram por questões profissionais, mas isso nunca interferiu na amizade. Além de trabalharem juntos — durante o dia, na indústria, e, à noite, no bar, com esquema de revezamento —, também jogam futebol, reúnem-se em casa e saem com outros amigos.
Se nos negócios cada um é responsável por uma área — Thiago cuida do financeiro, Diego do Marketing, Raoni do comercial e Caio da produção —, na amizade, cada um tem suas características peculiares também. Diego é muito correto, organizado e comprometido. Thiago é o mais bem-humorado da turma. Caio tem um bom coração, é o mais agregador, trazendo sempre novos amigos. Raoni é o mais centrado, muito profissional. “Cada um tem o seu jeito e já aprendemos a conviver. Isso é fundamental para quem passa o dia todo junto e quer manter o mesmo bom clima da amizade nos negócios”, finaliza Thiago.
Amigos históricos
A amizade é o fio condutor de muitas histórias, tanto na vida real quanto em personagens.

Na literatura
Albert Camus era argelino, ativista político e fazia sucesso entre as mulheres. Jean-Paul Sartre era parisiense, avesso aos seres humanos e um intelectual que tinha livre trânsito na fina sociedade francesa. Apesar das diferenças de origem e de personalidade, os escritores construíram uma das relações amistosas mais sinceras da filosofia moderna. Por divergências políticas, romperam publicamente em 1952, tornando-se inimigos ferrenhos até a morte. Porém, no fundo, sempre se mantiveram estritamente ligados de corpo, alma e intelecto.
Na telinha
A série “Friends”, produzida pela Warner em dez temporadas, foi um dos maiores sucessos da televisão mundial por abordar de forma singela o tema universal da amizade. O programa gira em torno de um grupo de amigos que vive no bairro de Greenwich Village, na cidade de Nova York. Eles protagonizam situações cotidianas com as quais qualquer espectador se identifica.
No cinema
Thelma e Louise, personagens-título do filme de Ridley Scott, viraram símbolo da amizade verdadeira entre as mulheres. Elas estão cansadas da vida que levam e decidem partir numa viagem inesperada e cheia de surpresas. Na fuga da rotina maçante, acabam se envolvendo num assassinato e, a partir daí, provam o valor de uma amizade até a morte.
Na música
Caetano Veloso e Gilberto Gil, dois dos maiores expoentes da Música Popular Brasileira, comandaram a revolução tropicalista, foram exilados em Londres, encarnaram os “Doces Bárbaros” com Gal Costa e Maria Bethânia. Em 2015, completaram 73 anos e celebram juntos 50 anos de trajetórias amalgamadas em amizade e em criação artística. O somatório de vivências desses gigantes baianos é apresentado no espetáculo “Dois amigos, um século de música”, em turnê pelo Brasil.
Nos livros
Miguel de Cervantes colocou no livro “Don Quixote de La Mancha” dois personagens contrastantes. Enquanto Don Quixote é sonhador e fantasioso, Sancho Pança é realista e sério. Na medida em que o relato avança, Sancho, aos poucos, vai aceitando os delírios do cavaleiro errante, de quem é o fiel escudeiro. A dupla virou símbolo da convivência entre o sonho e o pragmatismo.
Nos gibis
Batman, o Homem Morcego, sempre se sente na obrigação de proteger Robin, o Menino Prodígio, de qualquer ameaça, apesar de envolvê-lo nas ações contra o crime. Mais do que mestre e aprendiz, Batman vê Robin quase como um filho e, juntos, protagonizam incríveis aventuras.
Ter amigos é saudável
Segundo o Estudo Longitudinal do Envelhecimento, realizado na Austrália, com 1.500 idosos, os cientistas observaram que, estatisticamente, aqueles que tinham uma rede maior de amigos viveram mais. Já um estudo feito pelo Alzheimer’s Disease Center mostrou que pacientes diagnosticados com a doença e que viviam rodeados de amigos tiveram os sintomas amenizados. O administrador Ricardo Donegá explica essa lógica: a pessoa feliz não está totalmente isenta de evitar que algo ruim lhe aconteça, mas ela aceita melhor as provações. Se o indivíduo está inserido em um bom círculo de amizades, isso minimiza seu sofrimento, pois os amigos se apoiam. “A equação é bem simples: a pessoa se preocupa menos, somatiza menos e evita entrar num ciclo negativo”, explica Ricardo.
A medicina comprovou, ainda, que quem tem amigos tem menos problemas cardíacos e o sistema imunológico mais eficiente. Um estudo da Universidade de Estocolmo revela que ter amigos nos quais se possa confiar significa ter menos hormônios que geram estresse circulando pelo corpo, mesmo diante de problemas graves. No caso das mulheres, a amizade parece ser ainda mais vantajosa. Segundo estudos da Gallup Organization, elas têm mais amigos que os homens. Enquanto cultivam, em média, cinco grandes amigas, eles cultivam quatro. A avaliação mostrou que os laços emocionais entre mulheres que são amigas reais e leais contribuem para reduzir os riscos de enfermidades ao baixar a pressão arterial e o colesterol. Pode estar aí, inclusive, uma das razões das mulheres viverem mais.

Números amigáveis
- Ao longo da vida, as pessoas acumulam 400 amigos
- Uma relação direta é mantida com pelo menos 30 pessoas
- Destas, seis são consideradas amigos próximos
- Durante a adolescência, passa-se 30% do tempo com os amigos
- Na fase adulta, esse tempo cai para 10%
- É preciso estar rodeado de pelo menos 18 amigos e parentes próximos para que alguém consiga lidar com as pressões emocionais e práticas do cotidiano
Fonte: Revista Veja
Amizade virtual
Ricardo acredita que a rede social é mais uma forma que as pessoas buscam de se associar. Se antes elas buscavam amigos nos clubes, nas igrejas, hoje é nas redes sociais que elas se encontram. Desta forma, o pensamento adolescente — o público que mais utiliza as redes sociais — é o mesmo e está relacionado à felicidade. Portanto, para ele, esta busca é absolutamente normal. Há que se ter cuidado, no entanto, com o grau de dependência que isso pode causar.
O administrador explica que, em cada período da vida, geralmente, as pessoas mantém relação com seis amigos. Então, é preciso que a pessoa entenda que os mil amigos que ela tem nas redes sociais não são, exatamente, amigos. “A rede social é um meio de comunicação. Não podemos atribuir a ela uma responsabilidade que ela não tem. A rede social é uma ferramenta para estender a rede de amigos, mas não substitui a relação pessoal, até porque a amizade é algo difícil de gerenciar — tem o lado fraternal, mas também tem o lado difícil — e, vamos combinar que gerenciar mil amigos não é nada fácil”, explica.
Texto: Máisa Valochi | Fotos: Lidia Muradás