Ampliando o conhecimento

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Estudantes modernos crescem sabendo que aprender uma terceira língua é vital

Inseridos em uma sociedade globalizada, os estudantes modernos crescem sabendo que aprender uma terceira língua é vital, já que para eles, o inglês se tornou essencial, um idioma considerado básico e obrigatório. 

Conforme explica Alcina Amadeu, proprietária de quatro unidades da Escola de Idiomas CNA, estudar outra língua desde a juventude ajuda a chegar mais preparado ao mercado de trabalho, além de facilitar a familiaridade também com a cultura de outros países. “Ribeirão Preto é uma cidade com muitos investidores e saber inglês, espanhol e outros idiomas faz com que o jovem se destaque”, explica a empresária. 

Sabendo disso, o estudante Eduardo Shieji Kuya Rodrigues, de 17 anos, dedica-se ao inglês há quatro anos. Segundo ele, o aprendizado também é útil no dia a dia. “Além do vestibular, já atendi vários clientes da minha mãe que são do exterior e percebi como saber outro idioma faz diferença”, conta o aluno que pretende estudar chinês e francês em breve.

O inglês é um requisito básico na contratação de profissionais. “Quem não fala pode se considerar, do ponto de vista corporativo, um analfabeto profissional. Esse conhecimento é obrigatório para o mercado de trabalho, pois hoje até as entrevistas para trainee, por exemplo, são realizadas também em inglês, sem contar os concursos públicos e vestibulares”, declara a proprietária da PBF, Sonia Prado.

Os irmãos Henrique e Eduardo Joppert de Barros Campos já se anteciparam e investem no aprendizado da cultura francesa na Bonjour Paris. A professora e diretora pedagógica da escola, Suraya Saba, salienta que o inglês é condição básica para todas as áreas, mas outro idioma torna-se um diferencial para a colocação profissional. “Em 23 anos de atividades, já vimos muitos destinos serem mudados graças ao conhecimento do francês, em várias especialidades. As portas se abrem e as oportunidades aparecem quando somos capazes de nos comunicar em mais de uma língua. Esse conhecimento quebra muitas barreiras na era da globalização e da informática”, complementa.

A coordenadora pedagógica da Cellep Ribeirão, Ana Carolina Vieira, complementa que, para os jovens, o aprendizado é ainda mais tranquilo. “Por estar acostumado com a rotina de estudos, o jovem tem mais facilidade e tempo para aprender. O retorno virá a longo prazo, seja em viagens turísticas, em intercâmbios educacionais, no vestibular ou na composição de um bom currículo profissional”, explica. Com facilidade para aprender novos idiomas, Alury Roncolato, de 14 anos, estuda inglês há cinco anos e já percebeu uma grande evolução. “Quando comecei a estudar, achei que sabia tudo. Com o passar das aulas, percebi que tinha muito o que aprender ainda”, declara. Ana Laura de Carvalho relata que desde pequena pedia para estudar um idioma e já colocou a segunda língua em prática em viagens e ao assistir a diversos filmes no cinema.

De acordo com os profissionais, a matrícula deve acontecer cedo se a criança demonstrar algum interesse, evitando, assim, o risco de criar uma antipatia com a língua. Porém, sugere-se que as aulas do novo idioma coincidam com o início do 6° ano escolar. Assim, o fim do curso será próximo ao término do ensino médio, garantindo que o aluno esteja bem preparado para grandes desafios como vestibular, exames de proficiência em inglês, intercâmbios e início da vida profissional. 

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