Análise do mercado de combustível
Circulam em Ribeirão Preto quase 415 mil veículos automotores
O mercado de combustíveis em Ribeirão Preto se manteve estável em relação ao mês de julho/2011, após a alta significativa dos preços do álcool durante os meses de novembro/2010 a março/2011, seguido de queda parcial de abril/2011 a junho/2011.
Segundo a análise do mercado de combustíveis realizado pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), a gasolina manteve os preços mais estáveis no período de novembro/2010 a meados de março/2011, seguida de leve alta no final de abril/2011. “Essa estabilidade manteve-se devido o deslocamento da demanda do álcool para a gasolina, sendo que, a partir de então, houve certa redução dos preços até meados de junho/2011”, explica o economista Fred Guimarães.
No caso do álcool houve várias mudanças no período de junho/2010 a julho/2011, onde os valores foram de R$1,34 até R$1,76, devido ao aumento dos preços do açúcar no mercado internacional, onde foi registrado o crescimento do consumo de gasolina e, consequentemente, a redução do uso de álcool. Essa longa trajetória dos preços também é fruto do aumento da demanda por combustíveis, uma vez que, há elevação da frota automotiva no mercado brasileiro.
Circulam em Ribeirão Preto quase 415 mil veículos automotores, dos quais, cerca de 59% são automóveis e 21% são motocicletas, resultando num crescimento de 13,3%. “Essas estatísticas mostram que existe um crescimento constante da frota de veículos, o que deve gerar maior pressão de demanda no futuro, dado a restrição de oferta no mercado de combustíveis, devido à menor produção de cana-de-açúcar”, conta Fred Guimarães.
Outro fator que auxilia o crescimento da frota de veículos é a comercialização de carros híbridos, com abastecimento tanto de álcool quanto de gasolina, conhecidos como carros flex. A partir desse crescimento, pode-se avaliar que em 2010 não houve queda no abastecimento de combustíveis do mercado varejista em Ribeirão Preto, com a boa safra do ano passado a cidade não teve problemas com oscilações nos preços ao consumidor. Já neste ano, o reflexo da queda e o desabastecimento do mercado varejista pode ser notado por várias pessoas, principalmente sobre o álcool.
A análise apontou também uma menor utilização da capacidade instalada nos postos nos últimos meses para o álcool e maior giro para gasolina. “Em 2010 os postos precisavam abastecer seus estoques com frequência, sendo uma média de 3,5 vezes; em 2011, essa média ficou em 2,6 vezes mensais. Podemos concluir que a evolução dos preços dos combustíveis está atrelada em parte a evolução da produção de combustíveis, mas que, está pressionada a trajetória crescendo do número de automóveis. Porém a importação do álcool poderá amenizar um pouco a pressão sobre os preços, porém, pode não ser suficiente para conter a elevação dos mesmos”, conclui o economista.
Revide On-line
Texto: Pâmela Silva
Fotos: Arquivo Revide