Apoio ao ensino e à pesquisa
Com um orçamento de aproximadamente R$ 20 milhões, Prefeitura da USP em Ribeirão Preto investe em tecnologia e cultura, gerando serviços que prezam pela qualidade e bem-estar no campus
Com circulação diária média de 20 mil pessoas, a Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, aprimora o desenvolvimento e a execução de serviços de apoio ao ensino e à pesquisa. O trabalho é realizado fundamentalmente pela Prefeitura do campus, que oferece amparo a infraestrutura, atividades socioculturais, esportivas e de comunicação, por meio das diretrizes do órgão, que atende a comunidade interna e favorece a inserção da Instituição na sociedade. As ações estão sob gestão da professora Cláudia Souza Passador, segunda mulher e a primeira entre os docentes da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) a ocupar o cargo de prefeita do campus.
Para 2019, a Prefeitura da USP gerenciará um orçamento de aproximadamente R$ 20 milhões e executará mais R$ 10 milhões para órgãos da Reitoria, como a Superintendência de Gestão Ambiental (SGA). Cláudia reconhece que o trabalho é um grande desafio para as seis divisões que compõem a Prefeitura, formando uma equipe comprometida e responsável.

Graduada em Ciências Sociais e em Comunicação Social, Cláudia é mestre em Administração Pública e Governo e doutora em Educação. Foi coordenadora da Escola Técnica e de Gestão da USP e, atualmente, é professora associada no Departamento de Administração da FEA-RP, além de vice-presidente da comissão de pesquisa na mesma faculdade e coordenadora do Centro de Estudos em Gestão e Políticas Públicas Contemporâneas da Universidade de São Paulo (GPublic/USP).
Entre os investimentos previstos para 2019, com apoio da Reitoria, a prefeita destaca as melhorias nas moradias de estudantes, na biblioteca central e no complexo esportivo. Também estão previstas manutenção do Campus (roçada, capina, poda de árvore e da malha viária) e das adaptações dos prédios quanto à acessibilidade, revisão da parte elétrica e implantação de sistema de proteção contra incêndio. “Essas atividades, inclusive, darão continuidade à gestão do prefeito anterior, do professor Américo Ceike Sakamoto, na qual fui vice-prefeita por três anos. Um gestor inovador que está fazendo muita falta na Prefeitura. Grande parceiro”, reconhece Cláudia. Atualmente, Sakamoto é secretário executivo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo.
Pensando a gestão de uma forma multidisciplinar, a prefeita criou o “Smart Campus” que já está em andamento enquanto projeto pedagógico e de gestão do campus. O sistema tem base no “Smart City”, um conceito utilizado na gestão de cidades e recomendado pela União Europeia. A ideia principal é orientar critérios institucionais e organizacionais para influenciar na forma como tecnologias e informações serão utilizadas para gerenciar um município e impactar positivamente na qualidade de vida dos cidadãos.
Isso permite, segundo Cláudia, criar espaços e oportunidades maiores, seja na convivência entre os alunos de diferentes cursos de graduação, na gestão — como objeto de pesquisa e extensão dos alunos — e no uso de tecnologia para melhoria de serviços, também por meio de parcerias com organizações sociais e a inclusão de pessoas especiais e da terceira idade. “Uma gestão aberta para novos parceiros e também como fonte de aprendizagem para alunos e servidores. Além da contribuição constante de todos os diretores das unidades na administração do Campus. Dessa forma, todos saem ganhando com inovação”, defende.
Práticas positivas
Os alunos da FEA-RP, por meio da entidade estudantil Nexos Gestão Pública, desenvolveram, junto à sessão de Informática, um sistema que serve para pagamento de diárias da Casa de Hóspedes (espécie de pousada mantida para alunos e professores de outras universidades), para reserva e aluguel de quadras do Centro de Educação Física, Esportes e Recreação (Cefer) e para o treinamento dos servidores da secretaria. Além disso, também auxilia na produção de vídeo sobre serviços oferecidos pela Prefeitura, que até o momento tem mais de 80 mil visualizações nas redes sociais.
Em outro projeto, a prefeita aponta que alunas fizeram uma extensa pesquisa sobre a melhor maneira de construir as lixeiras e que deverá ser o modelo utilizado na reforma prevista pela SGA e executada pela Prefeitura. “Entre as diversas parcerias com entidades estudantis, o projeto ‘Pé de Meia’, de educação financeira, desenvolveu um curso específico para os nossos servidores. Com alunos da pós-graduação, temos um projeto em andamento de captação de recursos para a reforma da pista de atletismo e no ano passado um projeto de atividade esportiva para pessoas com deficiência visual, com a participação do Programa de Pós-Graduação em Educação Física e Esporte (EEFE-RP/USP)”, afirma.
De alguma forma, todas as unidades têm projetos de extensão ou de pesquisa que auxiliam a modernização e o compartilhamento de conhecimento, a partir dos recursos humanos e financeiros disponíveis. “O profissional do futuro precisa ter inteligência emocional, liderança e sensibilidade social. Essas interações propiciam isso ao mesmo tempo em que a Prefeitura se moderniza”, frisa Cláudia, lembrando que a segurança no campus é outro alvo de constantes aprimoramentos. Um exemplo é a atuação do professor José Antonio Visintin e superintendente de Prevenção e Proteção Universitária da USP, que trabalha próximo à gestão da Prefeitura, um setor com papel estratégico para a segurança institucional da Universidade.

Entre os investimentos nessa área, a prefeita cita o fomento de recursos que permitiram aquisição de equipamentos de segurança eletrônica, reforma da sede da Guarda Universitária, aquisição de uniformes, veículos, motocicletas e veículo adaptado para pessoas especiais. As câmeras de vídeo analógicas têm sido substituídas por equipamentos com IP (Protocolo da Internet), que podem ser acessadas e controladas via qualquer rede, como a LAN, Intranet ou Internet. “O meu projeto preferido é o aplicativo desenvolvido para smartphones em que o aluno pode andar no campus e ser acompanhado em tempo real pela guarda universitária, além de acioná-la, enviar fotos e até acessar a Comissão para apurar Violência Contra Mulheres e Gêneros (CAV-Mulheres USP/PUSP)”, indica a prefeita.
Humanização
A USP tem hoje um dos maiores programas de inclusão social da América Latina. A Reitoria vem desenvolvendo Programas de Apoio a? Permanência e a Formação Estudantil (PAPFE), que auxiliam os alunos com o financiamento de transporte, moradia, alimentação e bolsa livro, além de uma diversidade de bolsas de pesquisa e extensão. A triagem e o acompanhamento são realizados pela Prefeitura do Campus. A atividade da assistência social da equipe é intensa. Em 2018, foram servidas, no restaurante universitário, 511 mil refeições, entre café, almoço e jantar. Já são cerca de 350 alunos morando na USP-RP.
O desafio é garantir processos efetivos para auxiliar integração, segurança e permanência, melhorando o bem-estar dos estudantes. Nesse semestre, a Prefeitura estrutura duas praças de convivência, uma horta comunitária e um bicicletário — tudo a partir de uma pesquisa sobre demandas. “Não esperamos na USP apenas que o aluno seja aprovado no vestibular. Garantimos que ele possa fazer o curso escolhido para poder ser um profissional competente e feliz nesse período, especialmente no Campus de Ribeirão Preto. Tenho certeza de que é uma grande contribuição para sociedade brasileira, principalmente na redução das desigualdades sociais”, argumenta a gestora.
A saúde mental de docentes, discentes e funcionários tem atenção especial. A Prefeitura é responsável pelo Centro de Orientação Psicológica (COPi) que realiza atendimentos psicológicos a graduandos e servidores da PUSP-RP que procuram espontaneamente o serviço e ou são encaminhados para esse fim. Também realiza palestras e eventos promovidos com o intuito de divulgação do serviço ou abordando temas relacionados à qualidade de vida pessoal e universitária, além de elaborar projetos em parceria com profissionais e docentes ligados à Psicologia e a Psicanálise.
Cláudia enaltece as ações para a importância do esporte e da cultura na saúde mental. Entre as iniciativas, por meio da parceria com o curso de Música, todas as quintas-feiras, na hora do almoço, é realizado o projeto “Momentos Musicais”, no Teatro do Campus, assim como inúmeras atividades no Cefer. Algumas novas parcerias reforçam a proposta. Neste ano, por exemplo, os servidores do campus serão recebidos para uma visita guiada no Instituto Figueiredo Ferraz. “Arte e esporte transformam as pessoas, criam espaços de socialização e novas percepções sobre o mundo, despertam a reflexão e a consciência crítica, auxiliando na formulação de ações responsáveis e éticas voltadas à construção da cidadania. Isso também envolve saúde mental”, reforça Cláudia.

Uma administração a serviço da comunidade
Com infraestrutura maior do que muitas cidades da região, a Prefeitura do Campus da USP (PUSP-RP) responde pela administração das áreas comuns usufruídas pela comunidade interna e por usuários externos. Os espaços abrigam atividades culturais, frequentadas por cerca de 4 mil pessoas em 2018. Também está sob gestão da administração do campus o gerenciamento do teatro, do parque esportivo com mais de 90 mil m² e o atendimento diário de cerca de 800 pessoas.
Também são mantidas, além da casa de hóspedes e de um centro de visitantes — que atendeu cerca de 3 mil pessoas no ano passado —, o Centro de Apoio ao Estudante Estrangeiro e de Cooperação Internacional, a Creche Carochinha, o Biotério Central e um setor de transportes, responsável pelos ônibus circulares internos.
Voltada especificamente ao atendimento de alunos, a Prefeitura mantém e coordena as atividades do Centro de Orientação Psicológica (COPI) e responde pela manutenção das edificações do conjunto residencial da vila estudantil e da casa dos pós-graduandos.
São ainda de responsabilidade da PUSP-RP, também, a gestão de contratos, como os de segurança, limpeza (corte, poda, roçada), iluminação e alimentação, serviços de manutenção para os órgãos de apoio da Universidade, como Unidade Básica de Atendimento à Saúde, Centro de Tecnologia da Informação, Editora da USP, Escritório local da Procuradoria Jurídica, Instituto de Estudos Avançados e o Polo local da Superintendência de Comunicação Social, que envolve jornal e Rádio USP. A administração também colabora nas atividades do Supera Parque de Inovação e Tecnologia instalado no Campus.

USP Ribeirão em números
574,63 hectares de área total
220.000m² de área construída
08 unidades de ensino
1385 vagas anuais
27 cursos de graduação
51 programas de pós-graduação
13000 alunos
948 professores
1650 funcionários
Fotos: Julio Sian