Armas pesadas contra ataques a bancos
Policiais passam a usar fuzil 762 contra quadrilhas que explodem caixas eletrônicos
A Polícia Militar de Ribeirão Preto apresentou na manhã desta quinta-feira, dia 9, novas armas que passam a ser utilizadas pela Força Tática da PM no combate a explosões de caixas eletrônicos de bancos. Apenas nos primeiros dias deste ano já foram registradas oito ocorrências (incluindo tentativas), média de uma por dia.
A principal novidade é a utilização, na cidade e em 13 cidades da região do fuzil calibre 7.62, uma arma de longo alcance e perigo considerável. Ele tem “tiro tenso” de um quilômetro, com alcance máximo de quatro quilômetros.
Cerca de 150 policiais passam por treinamento para utilização segura do armamento. Segundo o capitão PM Rafael Jerônimo de Melo, o fuzil é uma arma de guerra e passa a ser utilizada pela polícia em função do poder de fogo das quadrilhas que roubam caixas eletrônicos. “Estamos treinando os policiais para utilização segura da arma”, disse o capitão.
Nas viaturas da Força Tática já são usadas espingardas calibre 12, carabina ponto 30, metralhadoras ponto 40 e pistolas ponto 40. Agora os policiais passam a usar também o fuzil. “Estamos melhorando o armamento porque está havendo enfrentamento com os bandidos, que estão bem armados”, explicou o oficial.
Ele comentou que todo tipo de crime é preocupante e causa insegurança, mas o combate a este tipo de roubo causa preocupação ainda maior em função do uso de explosivos, que causam riscos às pessoas.
O capitão afirmou que a PM está trabalhando no combate, aperfeiçoando os policiais, mas depende de informações que podem ser passadas pela informação, por meio dos telefones 181 e 190.
Ele também defendeu que as instituições bancárias fracionem mais os valores disponibilizados nos caixas eletrônicos, com recarga regular, para reduzir o ataque das quadrilhas.
E comentou que existe a possibilidade de os ladrões terem informação privilegiada de unidades com maior volume de dinheiro, no momento da escolha do local do furto.
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Texto: Guto Silveira
Fotos: Divulgação