Aula na floresta
Interessados em conhecer a fauna e flora da região podem agendar visitas monitoradas no projeto "Trilhas da Biodiversidade"
Após nove meses do incêndio que destruiu 82 hectares da Floresta da USP Ribeirão Preto, o Laboratório de Ensino de Biologia (LEB), voltou a receber visitas de alunos e interessados em conhecer a fauna e a flora da região no projeto ‘Trilhas da Biodiversidade’.
Coordenado pelo professor Marcelo Motokane, do Laboratório de Ensino de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, o projeto propõe visitas monitoradas à área de floresta com o objetivo de aproximar a população da produção cientifica, que geralmente parece distante da realidade para a grande maioria de pessoas.
O objetivo do projeto ‘Trilhas da Biodiversidade’ é apresentar ao público, em especial alunos do ensino fundamental, médio e superior, a importância da preservação do patrimônio natural através de demonstrações práticas e conceitos da ecologia.
“Os visitantes são recebidos no laboratório e depois fazem uma caminhada até a floresta e ao Banco Genético. Nas visitas, os alunos vão encontrar uma amostra da Biodiversidade local e na floresta é possível ver parte da diversidade de árvores nativas da região da Bacia do Pardo-Mogi”, explica Marcelo.
Durante a visita, os alunos podem refletir sobre questões como a preservação e conservação do ambiente, a diferença entre áreas reflorestadas, a valorização da biodiversidade local, além de discussões sobre degradação e a responsabilidade da comunidade vizinha a floresta com relação à conservação dessa área. “É como visitar um Zoológico, só que nesse caso o aluno encontrará espécies vegetais’, revela Marcelo entusiasmado.
Graduanda em Biologia, Jéssica Lobo da Costa comenta que a produção dos roteiros é fundamentada em estudos feitos por especialistas da área de educação e ensino de biologia. “O próprio formato do projeto consiste em uma novidade, além disso, selecionamos uma gama de experimentos e atividades práticas direcionadas para cada faixa etária. Pretendemos também, futuramente, aumentar o tempo do projeto inserindo novas atividades”, explica.
O coordenador diz, ainda, que o projeto também permite que estudos envolvidos no campo da biologia sejam desenvolvidos no local. “Embora o código florestal atual exija a preservação de 20% da vegetação nativa mais as áreas de preservação permanente (APP), a nossa região tem somente 12,5% de áreas preservadas, e em Ribeirão Preto somente 3,8%. Assim, ao tomar contato com o Banco Genético o visitante tem acesso ao acervo, um patrimônio biológico da região. Além disso, pesquisas importantes na área de recomposição vegetal são realizadas no local”.
As visitas acontecem às terças e sextas-feiras, no período da tarde, e agendamentos e mais informações podem ser obridas pelo telefone (16) 3602.0543.
“É de extrema importância a participação de alunos e professores, uma vez que o projeto proporciona a integração e cooperação para alcançar esse objetivo. Além dessa questão, é importante frisar também que muitas das atividades realizadas no projeto podem servir de complemento ao conteúdo escolar”, conclui Jéssica.
Confira a matéria ‘Projeto Floresta USP-RP’ e relembre o caso.
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Texto: Pâmela Silva
Fotos: Carolina Alves