Aumento da depressão

Aumento da depressão

A depressão tem inúmeras formas de se manisfestar, por isso é necessário atenção com algumas mudanças físicas e emocionais

A depressão é um dos males que mais aflige a população mundial atualmente, sendo apontada como a quinta maior questão de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que estima que, até 2020, ela esteja em segundo lugar.

Segundo pesquisas realizadas pelo Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, estima-se que 20% da população ribeirãopretana tenha a doença, o que equivale a 120 mil depressivos.

"Existem vários graus de depressão, podendo classificar-se em leve, moderada e grave. Nos casos mais graves podem aparecer ideias de conteúdo suicida, podendo aparecer também delírios de ruína entre outros, que são ideias fora da realidade de conteúdo autodepreciativo. Nos casos mais graves a pessoa pode apresentar também as alucinações auditivas, que são vozes que a pessoa ouve, geralmente criticando e ordenando atitudes contra si mesmo (do tipo se ferir ou para tirar a própria vida)", explica Célia Bianco, médica psiquiatra e psicoterapeuta de orientação psicanalítica.

A depressão é uma doença mental, na esfera do humor, com influência de aspectos biológicos que se manifesta através de características como tristeza, falta de prazer, desânimo, irritabilidade, redução de apetite, alterações do peso, fadiga, alterações do sono, além de prejuízo social ou pessoal.

"Na nossa sociedade ainda existe a tendência do homem ser educado para não expressar muito suas emoções e a ocultar seus problemas emocionais. Por isso, muitas vezes os casos de depressão no homem se agravam muito mais que na mulher. Nas tentativas suicidas, podemos observar que as mulheres tentam muito mais o suicídio mas os homens cometem mais o suicídio que as mulheres, provavelmente porque não procuram ajuda especializada a tempo", frisa Bianco.

De acordo com a Divisão de Farmácia e Apoio Diagnóstico da prefeitura de Ribeirão Preto, o número de comprimidos antidepressivos distribuídos mensalmente na cidade supera o da população local.

“Além da distribuição de 250 mil comprimidos de Fluoxetina 20mg e 270 mil de Sertralina, ambos medicamentos específicos para depressão, ainda distribuímos outros medicamentos que, embora  utilizados para outros diagnósticos, também tem ação antidepressiva como, por exemplo, fibromialgia, onde também há um quadro depressivo associado”, explica a chefe da Divisão de Farmácia, Cláudia Siqueira Vassimon.

Para o professor de Tai Chi Pai Lin, Felício Bombonato a depressão está diretamente ligada à associação que a pessoa faz de felicidade com o sucesso. “A depressão está ligada ao remorso, culpa, a competitividade, e todos os outros pensamentos negativos. As pessoas associam a felicidade com o sucesso, porém, o sucesso pode ser qualquer coisa em sua vida, é preciso apenas reconhecê-lo”, explica.

Segundo o professor, a tendência é que o número de depressivos aumente. “Esse sentimento de impotência que cada um tem ao não reconhecer a felicidade em pequenas coisas impulsiona uma sequência de pensamentos negativos que torna a depressão cada vez mais comum”, argumenta.

O primeiro passo para evitar a depressão é saber as necessidades do seu corpo e da sua mente, e procurar equilibrá-los. “Praticar a meditação é uma ótima sugestão para quem pretende encontrar o seu eu. Cursos para pensar positivo para despertar a força também contribuem bastante para manter o equilíbrio entre o ser e o ter”, indica Felício.

A prática regular de exercícios físicos, uma alimentação balanceada, o estabelecimento de uma rotina para o horário de sono e a redução ou a eliminação da ingestão de cafeína e de álcool também podem ajudar no tratamento da depressão.

Atente-se!
Existem vários sintomas que estão presentes na depressão. Alguns deles podem ser:
•Humor deprimido ou irritável
•Perda de interesse ou do prazer por atividades que antes eram agradáveis
•Mudanças súbitas no apetite ou no peso
•Insônia ou necessidade de sono aumentada
•Agitação ou prostração (observado pelos outros)
•Sensação constante de fadiga ou perda de energia
•Sentimento freqüente de ter pouco valor ou culpa
•Dificuldade de concentração e em tomar decisões
•Pensamentos freqüentes sobre morte ou suicídio

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Texto: Pâmela Silva
Fotos: Carolina Alves

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