Avaliação em dia
Quando alguém resolve deixar de ser sedentário, é imprescindível saber como está sua saúde para que a mudança de hábito seja realmente benéfica e segura
De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde, 46% dos adultos no Brasil são sedentários. O levantamento, realizado em 2013 e publicado em 2014 pelo IBGE, aponta que 67,2 milhões de pessoas não fazem exercícios físicos. De acordo com o médico cardiologista Pedro Schwartzmann (CRM 121.092), o sedentarismo faz parte de um estilo de vida inadequado, com possível associação de doenças como diabetes, hipertensão arterial, alteração do colesterol e doenças cardiovasculares. O sedentarismo está presente em mais de 80% das pessoas que sofrem um infarto. Segundo o médico, o problema é que essas doenças não causam sintomas em boa parte das pessoas durante um longo período de tempo. Logo, o fato da pessoa não ter sintomas não é um atestado de saúde.
De maneira prática, o primeiro passo, para abandonar o sedentarismo é a vontade de querer mudar de estilo de vida. O segundo passo, especialmente em homens acima de 45 anos e mulheres acima de 55 anos, é uma consulta médica de rotina. A partir dessa adequada avaliação, com tratamento de algumas doenças se for o caso, haverá mais segurança para a prática de exercícios. “Muitas pessoas, por não apresentarem qualquer sintoma, acreditam não serem portadoras de doenças ou fatores de risco. A cardiologia já passou dessa fase há muito tempo. Não devemos esperar as pessoas sentirem algum incômodo para tomar uma atitude. Temos que agir preventivamente e a melhor forma de fazer isso é procurar profissionais especializados”, esclarece o médico.
Para quem deseja fazer parte da população que têm uma vida saudável, o primeiro passo, além de uma alimentação balanceada, é deixar de ser sedentário e começar a suar a camisa por no mínimo 30 minutos, três vezes por semana. Porém, antes de iniciar qualquer atividade física, um alerta: é fundamental realizar uma avaliação, o que poucas pessoas fazem, mas todos os profissionais de saúde recomendam. O cardiologista explica que existem alguns riscos para quem inicia uma rotina de atividades físicas sem procurar um especialista. Um deles é a doença coronariana oculta, isto é, assintomática, que representa o maior risco para adultos sedentários acima de 35 anos que iniciam uma atividade física intensa. “Para pessoas abaixo de 35 anos, o risco seria de apresentar uma doença do músculo do coração, as chamadas cardiomiopatias. Felizmente, essas cardiomiopatias são mais raras, mas são as grandes responsáveis pelas notícias de morte súbita em atletas e jovens”, pontua Pedro.
O médico sinaliza que não há uma receita geral. É necessário individualizar e considerar que aquela consulta pode ser uma excelente oportunidade para uma avaliação clínica e prevenção de doenças. A partir da consulta médica, os exames subsidiários serão solicitados, particularmente em pessoas que apresentam dor torácica, história de desmaios, palpitações ou cansaço desproporcional aos esforços menores. Se a pessoa não tiver queixas, além de exames bioquímicos gerais (rastreamento de diabetes e colesterol alto), um eletrocardiograma em repouso e em esforço pode ser necessário.
Desta forma, uma consulta médica bem feita é o pontapé inicial rumo à rotina saudável. E foi exatamente assim que Mayara Lucio Farche ingressou no projeto Revide Fit. “A Mayara não apresentava qualquer sintoma. O exame físico dela estava normal, com valores normais de pressão arterial na consulta e já era fisicamente ativa. Sendo assim, foi solicitada uma avaliação laboratorial restrita e um eletrocardiograma de repouso”, esclarece o médico. Pedro explica, ainda, que quando são investigadas precocemente doenças como diabetes e alterações do colesterol, é possível instituir uma estratégia de tratamento que pode aumentar a expectativa e a qualidade de vida das pessoas, com redução da chance de infarto e de derrame.
O médico alega que o eletrocardiograma de repouso é uma ferramenta importante para análise de alterações no coração. “O teste de esforço foi feito para fins de performance, com o objetivo de documentar a capacidade funcional, prescrever a intensidade de treinamento e servir de comparação objetiva para o fim do programa de treinamento e mudança de estilo de vida”, salienta o médico.
Ponto de vista
“Costumava ir ao médico uma vez por ano para exames de rotina. Quando percebi que estava acima do peso, resolvi procurar um nutrólogo e foi aí que constatei que tinha disfunção na tireoide, o hipotireoidismo. Fiz um check-up, mas não com tanta precisão. Era apenas para saber se não teria nenhum problema em começar a adequar meus hábitos de vida. Quando fiz os exames para o Revide Fit e vi os resultados, fiquei muito feliz, pois eu sei que minha saúde está em dia e posso participar do projeto com bastante disciplina. É importante que todas as pessoas passem pelo médico antes de iniciar o processo de reeducação dos hábitos para que saibam exatamente quais são os seus limites e conquistem bons resultados”, Mayara Lucio Farche, produtora e desenvolvedora.