Avanço tecnológico
Etanol de segunda geração ou 2G, a partir da biomassa de cana-de-açúcar, pode elevar a produção do combustível por hectare entre 30% e 35%
Etanol 2G é o nome dado ao produto que tem como matéria-prima uma fonte celulósica (de biomassa), como o bagaço ou a palha de cana-de-açúcar, por exemplo. Já o etanol de primeira geração (1G) usa o caldo da cana para produzir o combustível. Estudos apontam que o etanol 2G poderá elevar entre 30% e 35% a produção de etanol por hectare, ou seja, a produção pode saltar dos atuais 7.000 litros de etanol para cerca de 10.000 litros, a partir da mesma área plantada.
Para Jorge Luiz Scaff, engenheiro e diretor da Reunion Engenharia, a inovação é um grande avanço tecnológico. Ele antecipa que a Granbio sai na frente com a construção da Bioflex, primeira fábrica de etanol celulósico do Hemisfério Sul, instalada em São Miguel dos Campos (AL). Com investimento de R$ 350 milhões, a unidade terá capacidade para produzir 82 milhões de litros de etanol por ano. A meta da Companhia, que deve entrar em operação no primeiro semestre, é atingir um bilhão de litros até 2020.
A segunda unidade 2G é a planta do Grupo Raízen, que está sendo montada ao lado da usina Costa Pinto, em Charqueada (SP). Jorge aponta que a usina deve ser concluída em outubro e entrar em operação ainda no segundo semestre, com expectativa de produção em torno de 40 milhões de litros de 2G por ano. “A instalação da unidade ao lado da usina existente de etanol de primeira geração é um ponto bastante positivo, pois facilita a logística”, analisa Jorge.