Balanço hídrico
Estudo da Embrapa Informática Agropecuária aponta algumas práticas que as usinas podem adotar para reduzir o uso de água por tonelada de cana processada

Medidas simples aliadas à tecnologia avançada podem refletir em redução expressiva do volume de água consumido a cada tonelada de cana processada nas usinas. Este é o resultado do estudo da Embrapa Informática Agropecuária, desenvolvido em conjunto com a Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Piracicaba. Iniciativas como a limpeza a seco para a queima da palha nas caldeiras reduz o consumo entre 11% e 13%, em relação à lavagem úmida, ainda em uso em muitas unidades.
Outra sugestão é a substituição do “spray”, sistema de refrigeração por aspersão, pela torre de resfriamento, que reduziria as perdas de 5% a 8% para 1,5% a 3%, no balanço hídrico. Fábio César da Silva, pesquisador da Embrapa Informática ressalta que, para reduzir esses números, é necessário o tratamento do reuso da água contida no efluente e a realização de processos como a concentração e a biodigestão da vinhaça.
Das quatro usinas avaliadas, três apresentaram consumo de água satisfatório e dentro dos parâmetros hídricos solicitados pela Secretaria do Meio Ambiente, ou seja, o gasto deve ser abaixo de 0,7 m³ por tonelada de cana processada. A quarta usina, que utiliza um m³ por tonelada, deve investir na otimização do balanço hídrico. Há 30 anos, a captação média de água na indústria sucroalcooleira era de 15 a 20 m³ por ton/cana. Em 2012, em São Paulo, o valor foi de 1,26 m³ por tonelada, de acordo com dados da Secretária do Meio Ambiente de São Paulo.
Foto: Agência Udop de Notícias