Bem-estar animal
“Égua IZ apresenta bom desempenho nas provas já testadas”, avalia Anita

Bem-estar animal

Pesquisadores avaliam treinamento alternativo de cavalos para esportes olímpicos que valorizem a integridade física e psicológica dos animais

O Polo Regional de Colina, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, avalia um método alternativo de treinamento para equinos envolvidos em esportes olímpicos, da raça Brasileiro de Hipismo. A classe, que é nacional, foi formada a partir do cruzamento de algumas de linhagens europeias de salto e adestramento, tais como Hanoveriana, Holsteiner, Oldenburger, Trakehner, Westfalen e Sela Francês.

O estudo tem como objetivo implantar um programa de treinamento baseado no bem-estar animal e que valorize suas integridades física e psicológica. Os cavalos são avaliados em provas de concurso completo de equitação (CCE), modalidade olímpica que compreende as etapas de adestramento, salto clássico e cross-country. “O trabalho deve promover a confiança dos equinos no cavaleiro e evitar acidentes ou danos físicos decorrentes de atividades excessivas”, revela Anita Schmidek, pesquisadora da APTA.

A pesquisa é realizada em conjunto com a Associação Brasileira dos Cavaleiros de Hipismo Rural (ABHIR), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Unesp de Botucatu). A égua IZ Década é o primeiro animal a passar pelo treino. Em 25 participações em provas de CCE com 15 concorrentes por categoria, o representante conquistou uma das quatro melhores posições em 56% dos testes, sendo o primeiro em 20%.  Cerca de 25% dos cavalos concorrentes refugaram na prova de cross-country. 

Foto: Arquivo Apta.

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