Borbulhas de elegância
Conhecidos pela efervescência e pelo requinte, os vinhos espumantes são feitos em versões para diversas ocasiões e vêm de várias partes do mundo
Quando se pensa em espumante, logo vêm à mente festas requintadas e um típico específico da bebida: o Champagne. Porém, segundo o sommelier Marco Antônio Tegano, a bebida não fica restrita a esse tipo de evento, nem mesmo é feita de um só modo. “Ao longo do tempo, o espumante ganhou novos significados, deixando de ser bebido exclusivamente nessas celebrações especiais e passando a estar mais presente em outras ocasiões. Hoje, o espumante é apreciado largamente no verão, na praia, na beira da piscina ou em um bate-papo com os amigos”, explica Marco Antônio.
As características bolhas dos espumantes são conseguidas a partir de dois processos de fermentação. “Os espumantes surgem de um vinho já fermentado, pois seu gás carbônico se origina da segunda fermentação natural de um vinho base, o que demanda dizer que não há adição artificial de gás carbônico. Essa segunda fermentação pode ser realizada através de dois métodos, o tradicional e o Charmat”, conta o sommelier. No método Charmat, a segunda fermentação para obtenção do gás carbônico é feita em tanques pressurizados para só então ser engarrafado e consumido. Geralmente, resulta em espumantes mais leves e festivos. O método tradicional é utilizado pelas maisons francesas de Champagne. Nele, a segunda fermentação ocorre diretamente na garrafa.
O verdadeiro Champagne, segundo o sommelier, é o espumante produzido exclusivamente na região homônima, na França. Ele pode ser produzido com até três tipos de uvas: Pinot Noir, Pinot Munier e Chardonnay. “Os espumantes elaborados em outras partes do mundo não podem receber o nome de Champagne. São chamados de espumantes ou recebem denominações das regiões de elaboração. Por exemplo, os espumantes elaborados na Espanha, na região de Penedés, são chamados de Cava”, frisa o sommelier.
Outros espumantes famosos são o Prossecco, feito na região de Vêneto, no norte e nordeste da Itália com a uva Glera; e o Asti, um vinho mais adocicado produzido na região de Piemonte, também na Itália. Quanto à doçura da bebida, é possível encontrar seis tipos de rótulos, do mais natural para o mais doce: o Nature, em que são retirados os licores de expedição e por isso, é o que destaca mais as qualidades do vinho base, o Extra-Brut, o Brut, o Sec, o Demi-sec e o Moscatel.
• Harmonização completa

Marco Antônio Tegano destaca que os espumantes acompanham bem da entrada à sobremesa. Para as entradas, a leveza na bebida é ideal. “A escolha do espumante deve acompanhar o estilo do prato. Uma salada com camarões, por exemplo, cai bem com um espumante Brut, já com carpaccio, vai bem um espumante rosé. Com canapés, a indicação é um Prosseco italiano”, comenta o sommelier. Caso a escolha para o prato principal envolva peixes e frutos do mar, a escolha certa fica por conta dos bruts e extra bruts. Para acompanhar carnes vermelhas, os mais encorpados, principalmente os produzidos com a uva Pinot Noir, são ideais. Com as sobremesas combinam os mais doces, como os Demi-Sec.
• Para todos os gostos
Doces, encorpados ou mais leves, há um espumante certo para cada paladar.
