Brincadeira sobre rodas
Sucesso nos anos 80, a patinação sempre fascinou crianças e adolescentes
Sucesso nos anos 80, a patinação sempre fascinou crianças e adolescentes. Décadas depois, os patins continuam atraindo a atenção de muitos jovens, que encontram nessa brincadeira uma forma de praticar um esporte divertido e bonito de se ver.
Uma boa opção de lazer, a patinação sobre rodas não faz diferença de gênero, já que pode ser praticada por meninas e meninos. Mas para Luis Felipe Cola, de 13 anos, esse esporte é muito mais do que uma diversão. Muito talentoso, o jovem patina há dez anos e já conquistou diversos prêmios: é tricampeão brasileiro, tricampeão paulista e bicampeão sulamericano (em duas categorias diferentes). Para isso, Luis Felipe treina cinco vezes por semana e participa de todas as competições da categoria. O adolescente descobriu a atividade através da irmã e se identificou com os patins. “Quero melhorar sempre, estar em constante evolução e aprender novos movimentos. Quando estou patinando, esqueço de todo o resto”, declara o atleta.
Na companhia de Luis Felipe, as amigas Mariana Benette, de 13 anos, Elisa Grotti, de 16 anos, e Fernanda Magni Cadamuru, de 16 anos, também treinam patinação artística. Foi por causa da mãe, ex-patinadora, que Mariana se interessou pela modalidade. Desde que conheceu, nunca mais abandonou o esporte. A leveza, a movimentação e a maneira de se apresentar são as características destacadas por Elisa, que começou a patinar com oito anos. “Ao assistir uma apresentação, fiquei encantada. A patinação artística é linda demais”, avalia a adolescente.
A patinação artística surgiu da patinação no gelo. O esporte surgiu em 1750, quando um belga teve a ideia de construir patins que pudessem andar fora do gelo. O primeiro patins tinha apenas uma roda em cada pé. Em 1823, surgiu o modelo de patins com cinco rodas. Foi a partir desse momento que a invenção se popularizou e a patinação sobre rodas começou a ser sucesso.
Apesar disso, o esporte não é valorizado no Brasil. De acordo com Fernanda, falta participação e apoio para disputar campeonatos. O jovem Luis Felipe conta com a ajuda da mãe para bancar todas as viagens e competições. Mesmo com a dificuldade, Clarissa Scandelari, de 14 anos, assume que a sensação em estar sobre rodas é indescritível. “A patinação é libertadora e, ao mesmo tempo, divertida”, conclui a esportista.
Texto: Mariana Secaf
Fotos: Ibraim Leão