Brincar é bom... e faz bem

Brincar é bom... e faz bem

É através de atividades lúdicas que as crianças se tornam ativas, criativas e se relacionam umas com as outras

Brincar é tão importante para a infância como trabalhar é na vida adulta. É através de atividades lúdicas que as crianças se tornam ativas, criativas e se relacionam umas com as outras. Além disso, a atividade prepara a criança para a adolescência, com um efeito positivo, sem características agressivas e deprimidas.

A estudante Yasmin Soares Lazaro Pereira, de 13 anos, mantém os jogos de tabuleiro no seu dia a  dia e recomenda atividades desse gênero aos amigos. “Os jogos ajudam no raciocínio, na estratégia e na convivência com outras pessoas. Tudo isso acontece de uma maneira divertida”, destaca a jovem, que adora o Banco Imobiliário, xadrez e outras brincadeiras de tabuleiro.

Rogério Rodrigues Ortiz, de 13 anos, também não dispensa essas brincadeiras. Para o estudante, os jogos virtuais, como videogame e atividades no computador, não proporcionam a mesma sensação das brincadeiras de tabuleiro. “Quando estamos no videogame, jogamos sozinho, em um mundo virtual. Combinar com os amigos uma partida de Detetive, por exemplo, é muito mais emocionante, pois você se relaciona, interage e se diverte”, explica o adolescente.

Conforme explica a Irmã Adair Sberga, diretora do Colégio Auxiliadora, brincar é importante em qualquer idade, inclusive na fase adulta. “É um jeito livre de se relacionar, de ser quem verdadeiramente é, uma maneira de ser mais feliz”, complementa a profissional, explicando que as brincadeiras são essenciais na escola e na hora de educar, favorecendo uma formação sadia, autônoma e feliz.

Ainda na infância, Maria Luiza Luchetta Pais, de seis anos, gosta de brincar todos os dias. A garota confessa que adora o mundo da Barbie. Maria Luiza cria suas próprias histórias ao lado da irmã Maria Eduarda, de 11 anos. “Todas as minhas bonecas têm nomes e cada uma tem um estilo diferente. Fico horas inventando situações e me divertindo com elas”, conta a garota, incentivada pela mãe, Ana Paula.
Manuela Fernandes Brigato, de sete anos, também costuma brincar de escolinha, boneca e jogos com os amigos e com o pai. Para ela, brincar é o jeito ideal para relaxar e usar a imaginação.

Para a Irmã Adair, são nesses momentos que as crianças e os adolescentes se enxergam e revelam como se relacionam com os outros e com o mundo. “Quem brinca desenvolve o autoconhecimento, a criatividade, o relacionamento com o outro e, principalmente, faz novos amigos”, ressalta a diretora. Além disso, as brincadeiras diminuem a agressividade e introduzem o conceito de regras, senso e limite no universo infantil. “Brincar possui efeitos terapêuticos e pedagógicos. Os pais devem observar seus filhos brincando, pois, dessa forma, serão capazes de captar problemas, anseios e qualidades dos baixinhos”, conclui.

Jogos interessantes (BOX)

Confira alguns dos jogos que atravessaram gerações e continuam entre os preferidos dos pequenos e dos jovens
- Banco Imobiliário
- Detetive
- War
- Jogo da Vida
- Perfil
- Imagem e Ação
- Xadrez
- Dama

Direitos da Criança
Aprovada por unanimidade pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1959, a Declaração dos Direitos da Criança foi adotada e ratificada pelo Brasil. O documento tem como base e fundamento os direitos a liberdade, estudos, brincar e convívio social das crianças, que devem ser respeitados e preconizados em dez princípios.

O princípio VII estabelece a importância do brincar:
“Princípio VII - Direito á educação gratuita e ao lazer infantil.
- O interesse superior da criança deverá ser o interesse director daqueles que têm a responsabilidade por sua educação e orientação; tal responsabilidade incumbe, em primeira instância, a seus pais.

- A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras os quais deverão estar dirigidos para educação; a sociedade e as autoridades públicas se esforçarão para promover o exercício deste direito.

- A criança tem direito a receber educação escolar, a qual será gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares. Dar-se-á à criança uma educação que favoreça sua cultura geral e lhe permita - em condições de igualdade de oportunidades - desenvolver suas aptidões e sua individualidade, seu senso de responsabilidade social e moral. Chegando a ser um membro útil à sociedade.”

Texto: Mariana Secaf
Fotos: Carolina Alves e Julio Sian

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