Câmara aprova nova exigência a bancos
Projeto aprovado na sessão desta terça-feira obriga agências bancárias a aumentarem número de assentos para fila de espera
Os vereadores de Ribeirão Preto aprovaram na sessão desta terça-feira, dia 10, projeto que obriga as agências bancárias a disponibilizarem mais cadeiras para clientes que aguardam na fila de atendimento dos caixas. Hoje o número determinado é de oito assentos, mas o projeto aprovado que o número mínimo deve ser igual a 5% do total de correntistas.
Pode parecer muito o número de cadeiras, mas Beto Cangussú (PT), autor do projeto, disse precisaria de um critério e esse foi o utilizado, mas os bancos podem disponibilizar número menor de cadeiras, desde que comprovem, com documentos, a impossibilidade física de atender à legislação.
“Até apresentei um substitutivo ao projeto para permitir que as exceções sejam feitas, desde que o banco interessado, por meio de profissionais técnicos, comprove que a possibilidade não existe”, disse o vereador.
Beto Cangussú disse que a prática de se disponibilizar poucas cadeiras tem o objetivo de cansar as pessoas que ficam na fila, “para que elas desistam de permanecer na agência”. Ele pediu discussão da proposta e vários vereadores discursaram para declarar apoio e voto. O projeto aprovado depende ainda de sanção da prefeita Dárcy Vera (PSD) para passar a vigorar.
Veto total
Na sessão, os vereadores também rejeitaram um veto total do Executivo a projeto do vereador Samuel Zanferdini (PMDB), sobre a estruturação do plano de classificação de cargos, vencimentos e carreiras do serviço público municipal.
O vereador defendeu a rejeição ao veto sob o argumento de que sua proposta não altera vencimentos, não cria despesas e nem interfere no Poder Executivo, mas apenas normatiza benefício já previsto em lei.
O benefício em questão é o de promoção do servidor que fizer algum curso que modifique seu enquadramento no cargo ocupado. O que o projeto de Zanfedini faz é dispensar o servidor de avaliação caso a administração não o faça. “A norma já existe. O projeto apenas evita que o servidor fique aguardando a avaliação”, disse Zanferdini.
Revide On-line
Fotos: Arquivo Revide