Campanha da Fraternidade 2015 busca ampliar diálogo

Campanha da Fraternidade 2015 busca ampliar diálogo

Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, a CF foi lançada nesta Quarta-feira de Cinzas pelo arcebispo dom Moacir Silva,com o objetivo de aprofundar o diálogo da Igreja com a sociedade

O arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto, dom Moacir Silva, apresentou nesta Quarta-feira de Cinzas, dia 18, a Campanha da Fraternidade 2015, que tem como tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir”. A CF foi apresentada durante entrevista coletiva do arcebispo.

Dom Moacir explicou que com o tema deste ano o principal objetivo é aprofundar, à luz do evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus.

“Neste ano, a campanha com um tema que se fundamenta em um documento do Concílio Vaticano II, que tratou da relação da Igreja com o mundo”, afirmou o arcebispo. Ele também explicou que na Quaresma a Igreja vive um momento forte para sua obra evangelizadora, mas que a campanha permanece ao longo do ano e produz resultado práticos.

“Muitas pastorais nasceram da Campanha da Fraternidade, como a Pastoral da Pessoas Idosa, da Reforma Agrária, da Comunicação. NO período da quaresma há uma especial atenção, mas a campanha se prolongae produz frutos”, comentou.

O Texto-Base (TB), a grande orientação da Campanha, constitui-se de três partes. Na primeira, aborda um breve histórico das relações Igreja e sociedade no Brasil e como a Igreja foi respondendo aos desafios. Também analisa a sociedade brasileira atual e seus desafios, como a demografia; a urbanização e algumas dificuldades, a questão das políticas públicas com objetivos econômicos e sociais; a violência na sociedade brasileira.

A segunda parte do TB aborda a relação Igreja-sociedade à luz da Palavra de Deus, partindo da caminhada do povo de Israel, passando pelo tempo de Jesus e sua lógica do serviço. “Jesus não se apresentou como quem queria prestígio, mas como servidor”, destaca o TB.

“Na Constituição pastoral Gaudium et Spes, a Igreja expressou de modo claro a relação que existe entre a missão que lhe é própria e a responsabilidade que ela tem de colaborar com a sociedade. Consciente disso, ela atua em favor de tudo o que eleva a dignidade humana, consolida a coesão social e confere sentido mais profundo à atividade humana”, registra o início da terceira parte do TB.

A Campanha da Fraternidade terá várias ações evangelizadoras e um dia nacional de coleta de recursos, marcado para o dia 29 de março, Domingo de Ramos. Os recursos servirão para financiar projetos sociais que são inscritos e analisados pela Confederação nacional dos bispos do Brasil (CNBB).

Desde 1964

Criada em 1964, a Campanha da Fraternidade se desenvolve basicamente no Brasil, embora tenha exemplos similares em outros países. Segundo dom Moacir, a Alemanha faz sua campanha com o objetivo de arrecadar recursos para auxiliar comunidades pobres do mundo todo.

No período da quaresma, quando a ação evangelizadora é mais forte, a igreja recomenda sacrifícios como o jejum, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão. O jejum, segundo o arcebispo, é a dispensa de uma das refeições ao longo dos dois dias.

Sobre o consumo de carne, dom Moacir afirmou que é aconselhável a abstinência também nos dois dias em que se faz o jejum, para pessoas com idade entre 14 e 60 anos. “O jejum hoje é bem mais mitigado, com apenas dois dias durante a quaresma”, comentou.

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Fotos: Julio Sian

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