Campus sem fronteiras
Diversos eventos convidam toda a comunidade ribeirãopretana para dentro do Centro Universitário Moura Lacerda
As cercas que contornam a área de mais de um milhão de metros quadrados da Unidade II - Campus do Centro Universitário Moura Lacerda, localizada em Ribeirão Preto e projetada por Oscar Niemeyer, são apenas limites físicos. Na prática, a instituição de ensino pretende ser, cada vez mais, sem fronteiras. Por isso, mantém as portas abertas também para quem não é universitário, professor ou colaborador da instituição, realizando ações direcionadas a toda a comunidade.
Integração pelo esporte
No dia 6 de dezembro, por exemplo, foi promovida uma “corrida-treino”, com alunos de academias convidadas e demais adeptos ao esporte. Antes disso, em setembro deste ano, o campus sediou a II Corrida Solidária Moura Lacerda. “Para se inscrever, os participantes doaram caixas de leite. Os 400 litros arrecadados foram destinados ao programa ‘De Mãos Estendidas’, que atende a crianças, adolescentes e jovens da cidade em situação de risco”, conta o professor do curso de Educação Física, Pablo Elias. O complexo esportivo do campus inclui oito quadras de tênis, quatro piscinas, quatro quadras poliesportivas, campo de futebol e pista de atletismo, além de estacionamento amplo e seguro.
Cuidado com os animais
O campus também abriga o Hospital Veterinário, que ocupa uma área de 1.900 m² e conta com consultórios, alas de internação, centros cirúrgicos, setor para exames de diagnóstico por imagem e laboratório de análises clínicas. No local, professores e alunos de Medicina Veterinária atendem animais de pequeno, médio e grande porte. “Diariamente, fazemos cerca de 40 atendimentos, uma importante oportunidade de intercâmbio entre os interesses da sociedade e a produção de conhecimento na graduação”, esclarece a coordenadora de Veterinária, Lúcia Sobreira, lembrando que o campus proporciona aos alunos a vantagem de oferecer teoria e prática em um só lugar.
Parceria com as empresas
Com uma área agricultável de 25 hectares, alunos e professores de Agronomia desenvolvem projetos em parceria com empresas privadas, como a Wolf Seeds, que mantém uma plantação de espécies forrageiras no campus. A área cultivada serve à visitação de parceiros da companhia, de vários países da América Latina. “A aproximação com o setor produtivo mostra que atuamos para além dos limites do campus, a serviço da sociedade, pesquisando soluções para problemas reais”, frisa a coordenadora do curso de Agronomia, professora Marta Rossi.
O contato com as empresas também ocorre por meio de oficinas de simulação oferecidas pelo curso de Engenharia de Produção — sobre princípios de qualidade, instrumentação e metrologia e filosofia de produção enxuta. “Geralmente, os alunos do curso fazem a divulgação nos locais onde trabalham e, assim, montamos as turmas. As dinâmicas envolvem problemas cotidianos em ambientes industriais e o uso de ferramentas e conceitos necessários para resolvê-los”, explica José Aurélio Resende, coordenador de Engenharia de Produção.
Criatividade a serviço da comunidade
O campus é também o espaço onde alunos debatem ideias e criam propostas para as consultorias gratuitas que oferecem a projetos de arte, cultura e preservação da história da cidade. Estudantes de Moda participantes do “Núcleo de Figurino”, por exemplo, criaram os trajes usados no primeiro show da banda de rock Only Tone, que estreou no Sesc-Ribeirão em outubro deste ano. “Grupos de teatro, balé ou bandas que necessitem desse tipo de apoio podem nos procurar. Nossos conhecimentos estão à disposição de toda a comunidade”, destaca Leda Braga Ferraz, coordenadora do curso de Moda.
Da mesma forma, alunos e professores de Arquitetura e Urbanismo– cuja concepção original também é de Oscar Niemeyer – atendem, voluntariamente, a demandas da população local por meio dos núcleos de projeto. Atualmente, um deles trabalha em uma proposta para o Centro de Reabilitação Física da ONG Projeto Gabi. Além disso, outro núcleo cuida da recuperação do Palacete Jorge Lobato, patrimônio histórico de Ribeirão Preto. Também são oferecidos cursos de extensão no campus, com valores inferiores aos de mercado. “O Centro Universitário tem o papel de fomentar a pesquisa e a extensão”, enfatiza André Avezum, coordenador de Arquitetura e Urbanismo.
As contribuições para a sociedade também são asseguradas por meio do ensino de qualidade e tradição. Criado há quase meio século, em 1968, o curso de Engenharia Civil, por exemplo, é uma referência na formação de profissionais de alto nível. Vários de seus ex-alunos ocupam, hoje, cargos de liderança em grandes empresas do segmento urbanístico e de infraestrutura de Ribeirão Preto e região. “Esse sucesso reflete nosso comprometimento com a missão de ensinar. Temos orgulho de saber que os ex-alunos do Moura Lacerda estão fazendo história”, comemora Marcelo Vilella, coordenador do curso de Engenharia Civil.
Tradição em ensinar
• Agronomia 17 anos
• Arquitetura e Urbanismo 34 anos
• Educação Física (Licenciatura e Bacharelado) 43 anos
• Engenharia Civil 47 anos
• Engenharia de Produção 7 anos
• Medicina Veterinária 17 anos
• Moda 17 anos
Visite o campus, que fica na avenida Dr. Oscar de Moura Lacerda, 1520, Jardim Independência, Ribeirão Preto.