Cana energia

Cana energia

Ideal para produção de etanol celulósico (2G) e cogeração de energia, variedade do IAC pode chegar a seis metros de altura e produzir até 300 toneladas de biomassa por hectare

Resultado de pesquisas desenvolvidas no Programa Cana IAC do Centro de Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Ribeirão Preto, a cana energia ou supercana foi desenvolvida a partir de melhoramento genético da variedade S. Spontaneun, uma espécie selvagem do “Complexo Saccharum”.

A nova cana, que pode atingir até seis metros de altura e tem alto teor de fibras, foi criada com a finalidade de aumentar a produção de etanol celulósico (2G) e cogeração de energia. Mais fina, com um número maior de colmos, a cana energia tem rápido acúmulo de biomassa, podendo gerar entre 280 e 300 toneladas de matéria vegetal por hectare (ha) no primeiro ciclo. “Nas variedades tradicionais, esta produção fica entre 160 e 170 toneladas por ha no primeiro corte”, compara Mauro Alexandre Xavier, pesquisador do IAC, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Representando novas oportunidades para o setor sucroenergético, com a supercana a produção de etanol pode ficar entre 19 e 20 mil litros por ha, enquanto a média atual está na casa dos oito mil litros/ha. Em fase de validação, Mauro estima que a variedade fique disponível ao setor em três anos. Além de São Paulo, a experimentação acontece junto a produtores dos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul.

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