Caratê
O caratê atrai adeptos em todos os cantos do mundo por se tratar de um esporte que trabalhar muito mais que o físico

Caratê

Para seus praticantes, o caratê ultrapassa as barreiras de esporte, tornando-se uma filosofia de vida

Arte marcial e sistema de autodefesa, o Caratê tem origem centenária, mas até hoje atrai adeptos em todos os cantos do mundo por se tratar de um esporte que trabalha muito mais do que o físico. A tradição filosófica e espiritual, baseada nos princípios do Bushido e Zen-budismo, chamou a atenção para o desenvolvimento da mente e do caráter. Murilo Carneiro conheceu a modalidade ainda na adolescência, quando assistiu ao filme “Karate Kid”, e decidiu começar a treinar. Há três anos, o mestre em Administração retomou a atividade objetivando curar uma forte depressão. “O caratê traz benefícios para o corpo e para o espírito. As artes marciais, quando ensinadas por profissionais competentes, tornam as pessoas espiritualmente melhores, pois pregam a disciplina, a educação, a honra e o respeito ao próximo. Para mim, o caratê é uma filosofia de vida. Além disso, o treinamento físico fortalece o corpo e dá mais disposição às atividades profissionais”, declara o administrador, que treina três vezes por semana. Além do caratê, Murilo pratica musculação, corrida, mountain bike e trekking de regularidade.

Muitos benefícios
Apesar do dia a dia corrido, Jaime Eduardo Cecílio Hallak ainda encontra tempo para praticar caratê. O médico psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP treina com o sensei Roberto Sant’Anna há quatro anos, mas conheceu o esporte aos sete anos. O profissional acredita que a modalidade desenvolve concentração, esforço, empenho, formação de caráter e outras características positivas. “No lado físico, restabeleci meus níveis normais de pressão arterial, perdi peso e fortaleci meu corpo. Sem contar os inúmeros vínculos pessoais e as amizades que conquistei”, conta o praticante.

A arte
O Caratê traz como benefício a defesa pessoal, condicionamento físico, controle do estresse e uma forma de meditação em movimento. Conforme explica o professor de educação física e de caratê, Roberto Chaves Sant’Anna, a modalidade aumenta também a confiança e a autoestima. “O esporte é uma forma de encontro consigo mesmo. Também passamos para os alunos toda a filosofia da arte marcial”, complementa o carateca, com  38 anos de experiência. De acordo com Roberto, para um praticante de caratê tradicional, a parte esportiva das competições é a menos importante, já que a busca pelo aprimoramento do caráter é o principal objetivo.

A arte marcial
Entende-se como Carate-Do a prática complementar de formação cultural e desportiva baseada no desenvolvimento peculiar dos sistemas de defesa pessoal e evolução interior característicos de Okinawa em seus primórdios (século XVIII) e do Japão, a partir do início do século XX. A palavra japonesa que dá nome ao esporte significa “mãos vazias”. O maior objetivo do caratê é a perfeição do caráter, através de árduo treinamento e da rigorosa disciplina da mente e do corpo. O carateca utiliza como armas as mãos, os braços, as pernas, os pés, enfim, qualquer parte do corpo.

Saiba Mais
• O caratê possui classes de graduações, classificadas através de faixas coloridas. São no total oito cores, iniciando da branca e terminando na preta.
• O quimono é o uniforme utilizado na prática do caratê.
• No Brasil, o caratê atingiu o apogeu a partir de 1972, quando o paulista Luís Watanabe sagrou-se campeão mundial em Paris. Vinte anos depois, Maria Cecília de Almeida venceu a categoria absoluta na 3ª Copa Mundial, no Japão.

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