Casal tem prisão prorrogada
Padrasto e mãe de Joaquim devem ficar presos por mais 30 dias; advogado de padrasto promete contestar a prorrogação e insistir em habeas corpus
A juíza da 2ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, Isabel Cristina dos Santos, acatou pedido do delegado Paulo Henrique Martins de Castro, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), e prorrogou por mais 30 dias a prisão de Guilherme Longo e Natália Ponte, padrasto e mãe do menino Joaquim Ponte Marques, de três anos, encontrado morto.
A primeira prisão temporária dos dois, decretada no dia 10 de novembro, quando o corpo do menino foi encontrado, venceria nesta terça-feira. O delegado responsável pela investigação pediu a prorrogação porque ainda aguarda laudos toxicológicos de exames feitos nas vísceras e sangue de Joaquim.
Joaquim desapareceu da casa do casal, no Jardim Independência, na madrugada do dia 5 de novembro. No dia 10 o corpo foi encontrado no Rio Pardo, no município de Barretos. Guilherme é o principal suspeito do desaparecimento e morte do garoto.
O delegado Paulo Henrique considera que Guilherme pode fugir, caso seja libertado. Também argumenta que uma vez na rua ele corre risco de ser atacado por populares. No dia da reconstituição do crime, o padrasto foi hostilizado por pessoas que acompanharam o trabalho da polícia.
Sem necessidade
Para o advogado de defesa de Guilherme Longo, Antonio Carlos de Oliveira, a prorrogação não é necessária. Ele disse que juntará a determinação de prorrogação ao pedido de habeas corpus que impetrou no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Ele teve liminar negada e entrou com agravo regimental no próprio TJ.
Antes do habeas corpus, o advogado havia tentado, em primeira instância, revogar a prisão temporária, mas também teve o pedido negado. “O próprio delegado já deu declarações de que solto o Guilherme não atrapalha. Que é apenas uma questão de segurança”, afirmou o advogado.
Oliveira também disse que utilizará as declarações de Martins de Castro à imprensa sobre a finalização da investigação. “Ele tem afirmado que a investigação está concluída e apenas aguarda laudos. Então a manutenção da prisão não é necessária. Além do mais, o Guilherme sempre colaborou com as investigações”, apontou.
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Texto: Guto Silveira
Fotos: Luiz Fernando Cervi