Ceia mais cara

Ceia mais cara

Produtos característicos da ceia de Natal têm aumento de 8,81%

Os consumidores que forem às compras neste Natal precisarão de mais disposição para a pesquisa de preços no comércio. Isso porque, segundo pesquisa realizada pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACRIRP) houve um aumento de aumento de 8,81% nos preços dos produtos natalinos.
Segundo Fred Guimarães economista responsável pela pesquisa, o aumento foi razoável. “Além do aumento, vimos que as variações individuais se posicionaram num intervalo de queda de -19,44% até uma alta de 50,61%”, explica.

A pesquisa de produtos natalinos 2012 foi realizada com o objetivo de informar a sociedade dos preços praticados pelo comércio em geral nas festas de final de ano.

Na primeira fase da pesquisa foram feitas 1.247 coletas de preços em dezesseis supermercados de Ribeirão Preto, com o intuito de disponibilizar os preços médios praticados no mercado no mês de novembro/2012, em relação ao mês de novembro/2011 e informar a variação de cada item.

O levantamento realizado pelo ACIRP mostra que produtos característicos de fim de ano estão mais caros que em dezembro de 2011.

De acordo com a pesquisa, para a ceia de Natal o consumidor encontrará valores mais acessíveis no choccottone 750g que apresentouqueda de -19,44%, no panetone 700g que teve queda de -10,95% e no lombo (kg) que registrou redução de -10,78%.

Contudo, alguns produtos obtiveram altas significativas como o choccottone 80g que teve variação positiva de 50,61%, o peru (kg) com elevação de 45,85%, uva passa clara (kg) com variação de 30,42%, o choccottone 400g com aumento de preços no patamar de 24,69%, ave especial de natal (kg) que teve alta de 23,89%, o panetone 400g com registro de aumento de 23,42%, e o quilo do damasco que teve acréscimo de 22,65%.

O economista explica que as variações citadas vigoraram no mês de novembro/2012 em relação ao mesmo período do ano passado. “Após averiguar as variações julgamos a oferta como robusta e em quantidades de coleta relevantes para o consumidor”, afirma.

De acordo com a pesquisa, as variações dos preços dos produtos são analisadas conforme as marcas e distâncias em relação ao mercado consumidor, sendo assim, a logística de cada rede varejista determinam preços distintos, facilitando a compreensão do consumidor referente às diferenças de preços.

Com diversas marcas no mercado, a pesquisa configura diferentes resultados na oferta, como por exemplo, as aves especiais que tem  de quatro a cinco grupos ofertando de nove a dez marcas, podendo, assim, ser frisada a variação de 23,9% nesse item.

Nos preços do quilo do peru, a oferta é mais concentrada que a das aves, com dois grupos ofertando cinco marcas, ajudando assim a explicar a variação de 45,9%. Lombo, pernil e tender, prevalecem com queda de preços para os dois primeiros casos e variação moderada para o último. No total, os derivados de carne suína e de frango sofreram variação de 9,04%, resultado estável devido à boa disponibilidade interna de bens substitutos.

No caso das frutas secas (uva passa (kg), ameixa (kg), damasco (kg), castanha (kg) e nozes (kg), ocorreu variação média de 11,69%. Em parte, porque os produtos são importados, dessa forma o resultado sobre impacto do câmbio tem influência direta no resultado. Já panetones (kg) e choccottones (kg), tiveram aumento médio de 6,97%.

A pesquisa conclui que em relação aos preços máximos, dos 28 produtos analisados, em 64,29% constatou-se elevação dos preços, com destaque para o choccottone 400g, choccottone 80g e panetone. Ameixa seca sem caroço (kg) obteve variação de -29,8%, choccottone 750g -20,5% e choccottone 700g -32,99% são as maiores quedas do setor.

“A menor variação entre os grupos analisados se deve ao menor impacto sofrido por esses produtos em relação à variação dos preços dos insumos e a maior concorrência que existe nesse mercado, com várias marcas disputando consumidores que prezam a qualidade e o preço”, conclui Fred.

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Texto: Pâmela Silva

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