Cenário de Abandono
Móveis como sofá e vaso sanitário são descartados no local, prejudicando o tráfego de pessoas

Cenário de Abandono

Região de Ribeirão Preto conhecida como “Baixada” vira ponto de descarte de lixo, comprometendo, inclusive, a acessibilidade de pedestres

A Avenida Jerônimo Gonçalves, no Centro de Ribeirão Preto, registra acúmulo de lixo e descarte irregular de entulhos. A situação da área entre o Terminal Rodoviário e a Câmara Municipal, conhecida como “Baixada”, preocupa moradores e comerciantes.

A costureira Lídia Leme, de 49 anos, que mora na região de Ribeirão Preto, ficou preocupada ao se deparar com o cenário de negligência. “É muito ruim chegar à rodoviária e ver uma situação dessas. Além de deixar a cidade feia, esses entulhos também têm mau cheiro e atrapalham o nosso acesso aqui na calçada. Temos de ficar desviando das coisas e tomar cuidado para não cair. Está horrível”, reclama. 
Lídia afirma que o cenário da rua contribui para a falta de segurança dos pedestres
Lídia diz que o espaço arborizado localizado próximo à rodoviária deveria ser um local limpo e agradável, que acolhesse os turistas, porém, na situação em que se encontra, afasta as pessoas e causa insegurança. “Eu estou passando aqui pela primeira vez e pretendo não passar mais. Dá até medo andar em um lugar degradado como esse”, afirma.
Rogério defende a implantação de um órgão específico de fiscalização no local para coibir esse tipo de descarte
O mecânico Rogério Fernando Silva de Paula, de 46 anos, trabalha em uma oficina bem em frente ao local e diz que nunca presenciou descartes, pois acredita que os rejeitos são despejados durante a noite. Rogério reconhece que uma fiscalização durante 24 horas seria impraticável, porém defende a implantação de novas medidas públicas. “Infelizmente não há um órgão compatível e responsável por esse serviço para poder fiscalizar o local. Se houvesse, com certeza coibiria as pessoas de fazerem esses descartes”, sugere. 
Aluísio acredita que os entulhos trazem riscos de doenças à comunidade
Para Aluísio Santos Martins, de 31 anos, que trabalha em um hotel também na avenida, a situação é constrangedora. “Eu acho lamentável. As pessoas deveriam ter uma conscientização sobre o mal que estão fazendo, além de sujar a cidade, trazem riscos de doenças com a proliferação de mosquitos e insetos”, pontua o recepcionista.

Além dos riscos de doença e cenário caótico, Aluísio também acredita que a sujeira na rua prejudica a imagem do local onde trabalha. “As pessoas chegam, veem a rua suja e logo ficam com uma má impressão do hotel”, afirma.
 
Outro Lado
Questionada pela reportagem, a Prefeitura informou, por meio da Coordenadoria de Limpeza Urbana, que a limpeza do local está programada para ser realizada ainda esta semana e orientou aos munícipes que, ao se depararem com uma situação de descarte irregular, que façam imediatamente a denúncia por meio do telefone 156. 

Texto: Paula viana

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