Ciência sem Fronteiras
Este é o nome do projeto destacado durante a 38ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES)
No dia 26 de julho, aconteceu a plena do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), evento ordinário promovido pela Presidência da República coordenado pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco. A reunião contou com a participação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, além de conselheiros do CDES, entre eles, o ribeirãopretano Maurilio Biagi Filho.
Na pauta principal esteve o Programa Ciência sem Fronteiras, que pretende conceder 100 mil bolsas de estudo com a colaboração da iniciativa privada. Segundo Dilma Rousseff, o projeto articula duas agendas fundamentais para o Brasil: a educação e a inovação. “O país precisa dar um salto nas áreas de inovação, de ciência, de tecnologia e de emprego”, reforçou a presidenta em seu discurso, afirmando também que as áreas do conhecimento a receberem os investimentos serão escolhidas de acordo com os interesses do Brasil. A expectativa é que os cientistas retornem ao país depois da experiência e se integrem à universidade e às empresas para transformar, com capacidade e formação sólida, as condições de produção, geração de conhecimento e de inovação no Brasil.
Na plena, o caráter meritocrático da distribuição das bolsas foi ressaltado, o que pretende garantir oportunidade de acesso a talentos nacionais, de diversas regiões brasileiras, refletindo a diversidade étnica da população e visando ao desenvolvimento regional, conforme sugerido pelos conselheiros do CDES.
Em um breve discurso aos participantes, o empresário Maurilio Biagi Filho manifestou a adesão da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) ao Programa, com o objetivo de fortalecer o setor sucroalcooleiro. “Ciência, tecnologia e educação são as metas mais importantes que um país pode almejar para crescer e nós estamos dando um passo importante nessa direção”, avaliou Maurílio. A reunião também contou com a colaboração de conselheiros ligados a diversos segmentos da economia brasileira. Criado pela Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, o CDES existe para dar assessoria na elaboração de políticas e de diretrizes específicas, avaliar propostas de políticas públicas, de reformas estruturais e de desenvolvimento econômico e social, entre outras atividades. De acordo com o site oficial, o Conselho busca, através de um diálogo plural, qualificar e viabilizar um projeto de desenvolvimento de longo prazo para o país.