Cirurgia de catarata

Cirurgia de catarata

conhecido como facoemulsificação, o procedimento substitui o cristalino opaco por lentes intraoculares transparentes de forma rápida e eficaz

Apesar das estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimarem que entre 60% e 80% dos casos de cegueira no mundo poderiam ser evitados ou tratados, a perda da visão faz parte da realidade de muitas pessoas. Atualmente, mais de 1,2 milhão de brasileiros convivem com a limitação, sendo que 700 mil deles poderiam ter evitado ou tratado o problema em tempo. 

A principal causa de cegueira reversível no Brasil e na América Latina é a catarata, que afeta, principalmente, a população acima dos 60 anos. Entretanto, a doença nesta fase da vida é curável com cirurgia. Segundo a oftalmologista Daniela Felipe (CRM: 88.828), a visão merece cuidados em qualquer idade, mas devem ser intensificados após os 40 anos. Nessa fase da vida, é importante passar por um check-up visual, a fim de evitar sinais de doenças graves que se tornam mais frequentes — caso, também, do glaucoma, que pode ser assintomático e levar à perda da visão quando não tratado adequadamente. Segundo a especialista, 28% dos idosos desconhecem essas doenças.

Ainda de acordo com dados da OMS, 17% das pessoas entre 55 e 65 anos têm catarata, porcentagem que sobe para 47% entre os indivíduos de 65 a 75 anos e para 73%, entre os idosos de 75 anos ou mais. “Muitos convivem com o problema e não desconfiam da deficiência visual. No caso da catarata, o único tratamento eficaz é a cirurgia, conhecida como facoemulsificação, que retira o cristalino opacificado substituindo-o por uma lente intraocular, que resolve o problema”, explica a médica. 

De acordo com a especialista, há diversos tipos de lentes no mercado, nacionais e importadas. “Além de corrigir as deficiências causadas pela catarata, alguns tipos de lente intraoculares também melhoram a qualidade da visão funcional, como a capacidade de enxergar em ambientes com pouca luminosidade, por exemplo”, completa a oftalmologista.

Entre os modelos mais avançados estão os trifocais, que corrigem, ao mesmo tempo em que livram o paciente da catarata, a visão de longe, a intermediária e a de perto. O ideal, segundo Daniela, é realizar a cirurgia quando o paciente ainda está em idade produtiva e precisa manter as atividades normais. “A evolução da catarata é natural, mas tem velocidade diferente. Existem pessoas que ficam cinco anos com o problema estacionado. Em outros casos, a evolução é rápida e a operação não pode esperar mais do que seis meses”, explica.

Para a médica, uma avaliação pré-operatória minuciosa e boa interpretação clínica são fatores importantes para a decisão cirúrgica. “O especialista pode auxiliar o paciente na escolha do momento certo para a intervenção e da lente ideal a ser implantada”, finaliza.

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