Cirurgia vascular

Cirurgia vascular

O cirurgião vascular Wagner Paula Ferreira explica quais são as doenças vasculares mais comuns e afirma que esses problemas podem ser resolvidos com prevenção

Quando o assunto são varizes, logo vem à mente a estética. Entretanto, por causa dos sintomas, essa doença é uma das dez causas que mais afastam pessoas do trabalho. No ano passado, segundo levantamento do Ministério da Previdência Social, essa enfermidade ocupa o 6º lugar no ranking, tendo afastado mais de 43 mil pessoas de suas funções. Em 2011, as licenças médicas por problemas de varizes aumentaram em 10%. Além dessa, muitas outras doenças vasculares afetam a população: aneurisma, obstruções arteriais, embolias e tromboses.

Especialista nessa área, o cirurgião  Wagner Paula Ferreira (CRM - 17818), graduado pela USP e com residência pela Santa Casa e pelo St. Lukes Hospital (Houston), afirma que a maioria dessas doenças pode ser tratada preventivamente, com medicamentos ou cirurgia e também através de métodos pouco invasivos. “Nas obstruções arteriais e nos aneurismas, por exemplo, utilizamos muito atualmente a técnica endovascular, que reduz a permanência no hospital e diminui o risco de complicações”, explica o médico, que atua nessa área há 35 anos. O método consiste no uso de catéteres que navegam por dentro do vaso sanguíneo, realizando desobstruções e implantando próteses internas para excluir aneurismas. Com esta técnica, também é possível realizar embolizações para corrigir más-formações e outras intervenções. No caso das varizes dos membros inferiores, é utilizado o laser endovascular, que elimina a veia insuficiente (causadora dos sintomas) sem cortes e sem necessidade de repouso.

Essas doenças podem ser prevenidas com o controle da pressão, da diabete e do colesterol, além do sedentarismo e do estresse. Os aneurismas também podem conter um componente hereditário. “O diagnóstico e a abordagem precoce desses problemas é sempre eficaz. O melhor é prevenir, e não precisar tratar. Mas em casos de tratamento, a tecnologia evoluiu muito. Hoje, já é possível  controlar as causas, evitando as doenças e melhorando a compreensão dos mecanismos do problema”, complementa o especialista que, além de praticar essas técnicas, vem realizando pesquisas sobre o endolaser em parceria com a empresa Biokyra e uma equipe de engenheiros da Universidade Federal de Santa Catarina. Os estudos já devem ser publicados este ano e levarão ao desenvolvimento de produtos para  padronizar a técnica.

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