Colheita mecanizada
A mecanização da colheita da cana para os próximos quatro anos absorverá cerca de 3.800 novas colhedoras
Em São Paulo, a mecanização da safra atinge, hoje, 75% de toda área plantada, elevando sensivelmente o número de colhedoras em operação. De acordo com Artur Eduardo Monassi, diretor da Tracan Máquinas e Sistemas para Agricultura, representante exclusiva dos equipamentos Case IH, a mecanização da colheita da cana para os próximos quatro anos absorverá cerca de 3.800 novas colhedoras.
Cada máquina exige para o trabalho nos talhões, pelo menos, dois tratores e quatro transbordos. Artur estima que sejam colocados no mercado mais 9.000 tratores e 12.000 transbordos, completando o sistema mecanizado com cerca de 2.500 plantadoras de cana picada, que devem ser incorporadas às frotas. “Os números não levam em conta a renovação das frotas e a expansão de áreas cultivadas”, observa Artur.
No centro-sul, as lavouras de cana já têm 100% do preparo de solo e tratos culturais mecanizados, além de 68% da colheita. O diretor aponta, no entanto, que o plantio é feito com o auxílio de máquinas em apenas 10% dos canaviais. “As oportunidades devem ser aproveitadas. Trata-se de um mercado em expansão, que deve crescer R$ 1,6 bilhão por ano até 2015”, estima Artur.
Com sede em Ribeirão Preto, o Grupo Tracan começou sua história como concessionária Case IH, em 1997, e mantém sete concessionárias. Em São Paulo, o carro-chefe é a venda de produtos para cana-de-açúcar; já em Minas Gerais, predominam equipamentos para cana, café, grãos e tubérculos.
Focado em oferecer soluções inteligentes, com confiabilidade e excelência para a mecanização do agronegócio, outras oportunidades surgiram, resultando na criação da indústria Tracan, hoje TMA.
Criada para complementar o sistema mecanizado de plantio e colheita da cana, um dos primeiros produtos da empresa foi a plantadora de cana picada. Em seguida, vieram a plantadora e os transbordos, combinando tecnologia e qualidade de material.