Comboios sob controle
Tecnologia inovadora ajuda a aumentar o controle do abastecimento no campo
Para quem não está familiarizado com o termo, o caminhão-comboio é o responsável por levar combustível e lubrificante a campo para suprir as necessidades dos equipamentos e veículos em ação, economizando tempo e recursos em benefício da produtividade. Sua utilização é comum em diversos segmentos da economia, como mineração, construção civil e, principalmente, agronegócio.
Foi pensando em melhorar os sistemas de controle já existentes – antigamente, composto apenas por fichas de abastecimento e por equipamentos automatizados – que foi firmada uma parceria entre a SETi, especialista em Tecnologia da Informação (TI), e a Control-liq, dedicada ao desenvolvimento de equipamentos de medição. “Desenvolvemos um sistema de gestão que, além de controlar eletronicamente o abastecimento e a lubrificação por comboios, está integrado aos sistemas de retaguarda para gestão de frotas e estoques”, explica Vicente Olivério, CEO da SETi.
No sistema, o controle é realizado por meio de um hardware, um computador veicular e, caso necessário, Identificação Eletrônica nos compartimentos dos equipamentos. “Feito o abastecimento, um software reúne todas as informações programadas, já validadas pelo sistema, e as sincroniza com o servidor da empresa, onde esses dados podem ser consultados ou, ainda, enviados para um outro sistema de controle”, descreve Olivério, acrescentando que o sistema responsável pela captação das informações pode ser totalmente personalizado na fábrica de software da empresa, atendendo às necessidades de cada cliente. Assim, fica garantido o gerenciamento dos processos de negócios, e não apenas a automação. Essa gestão pode ser feita, inclusive, de forma remota, graças a uma camada de software capaz de configurar hardware e software, controlar, monitorar e até localizar via GPS.
Na região, o sistema de gestão já está em funcionamento na Usina da Pedra, localizada em Serrana, que já vinha buscando uma solução no mercado para eliminar o controle manual feito anteriormente. “Como temos um departamento de desenvolvimento interno, buscávamos apenas o aparelho mais adequado para as nossas necessidades. Depois de diversos testes, encontramos no equipamento oferecido pela SETi a robustez exigida pelo ambiente hostil dos campos e a flexibilidade de que precisávamos”, relata Antônio Carlos Capitelli, coordenador de desenvolvimento de sistemas da Usina da Pedra.
Depois de um período de testes, os comboios que começaram a ser controlados pelo sistema já revelam benefícios. “Ganhamos maior segurança no controle das informações e velocidade na geração dos dados”, lista o coordenador. Segundo Antônio Carlos, a instalação começou na matriz da usina, que possui seis comboios, e deve ser replicada nas outras três unidades do grupo já em 2013.
Texto: Rose Rubini