Comércio em RP tem queda de 2,1% em fevereiro
As maiores reduções foram registradas nos setores de Vestuário e Presentes; o destaque positivo ficou para os setores de Móveis e Eletrodomésticos
As vendas do comércio de Ribeirão Preto tiveram queda de 2,1% no último mês de fevereiro, em relação ao mesmo período do ano passado segundo pesquisa Movimento do Comércio, realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (Sincovarp).
O mês mais curto, o feriado do carnaval e a desaceleração da economia contribuíram para o resultado negativo.
Entre as empresas entrevistadas, 62,5% declararam que venderam mais em fevereiro de 2014 do que no mesmo mês deste ano, enquanto 35,4% responderam o contrário e 2,1% disseram que as vendas nos dois períodos se equivaleram.
A maior queda de vendas de fevereiro foi no setor de Vestuário (–9,45%), seguido por Presentes (–8,65%), Livraria/Papelaria (-4,70%), Ótica (–3,56%), Tecidos/Enxoval (–1,96%) e Calçados (–0,50%).
O melhor desempenho foi o do setor de Móveis (3,40%), seguido por Eletrodomésticos (3,24%) e Cine/Foto (2,75%).
Queda na criação de empregos
Fevereiro teve queda de 0,62% no volume de postos de trabalho no comércio de Ribeirão Preto. A redução já era prevista por conta das demissões dos temporários contratados para o final de 2014.
Entre as empresas entrevistadas, 95,8% declararam que mantiveram o número de funcionários durante o mês de fevereiro, enquanto 4,2% delas demitiram e nenhuma das consultadas declarou ter contratado no período.
De acordo com o economista responsável pela pesquisa, Marcelo Bosi Rodrigues, a expectativa do varejista não tem sido boa com relação às vendas.
“Felizmente alguns setores têm conseguido atrair consumidores suficientes para apresentar crescimento com relação ao ano anterior, equilibrando um pouco a média do varejo”, disse o economista.
Ele também aponta que a realidade para a maioria dos lojistas é de pouco fluxo de clientes, acarretando na pouca efetivação de vendas. Comportamento decorrente do cenário de incertezas gerado pela conjuntura econômica e política do país.
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Foto: Arquivo Revide e Agência Brasil/Rodrigues Pozzebom