Construção civil mantém aumento de salários
Desde 2006, os salários para quem trabalha no setor quase dobraram
A construção civil está perdendo dinamismo com a desaceleração do crescimento da renda do trabalho, redução da taxa de criação líquida de empregos formais e desaceleração do crédito no Brasil, de acordo com pesquisa, mas Ribeirão Preto vem na mão oposta.
O Boletim Construção Civil Ceper/Fundace mostra que a taxa de crescimento dos salários vem apresentando leve desaceleração desde o segundo semestre de 2013, no Brasil. Entretanto, em Ribeirão Preto o salário nesta área vem aumentando. De janeiro de 2006 a maio de 2014, ele quase dobrou.
O diretor regional do Sindicato da Indústria Construção Civil Grandes Estruturas Estado São Paulo (Sinduscon-SP) de Ribeirão Preto, Eduardo Nogueira, aponta que isso se deve à falta da mão-de-obra qualificada. “O mercado necessita disso e, para tal, as empresas estão investindo em treinamento e capacitação, com suporte de entidades do ramo”, explica.O estudo aponta que o ano passado também foi fraco na geração líquida de empregos no setor de construção civil e que 2014 segue a mesma tendência. Porém, em maio a construção civil foi o segundo ramo que mais contratou na cidade. Foram 1.142 vagas abertas.
Nogueira acredita que isso é consequência de Ribeirão Preto ter se tornado um polo na área da construção. “Projetos de alto nível têm sido desenvolvidos em nossa cidade, o que denota que investir em imóveis em Ribeirão Preto significa sempre valorização. Bons projetos atraem compradores e, consequentemente, o mercado continua aquecido”, explica.
Já a taxa de crescimento do crédito, embora com resultado positivo, também mostra desaceleração quando comparada com o mesmo mês do ano anterior. Os pesquisadores avaliam que a elevação da taxa Selic e a própria perda de dinamismo da economia e do mercado de trabalho se refletem em menores taxas de crescimento do crédito.
Na semana passada, o ministro da fazenda Guido Mantega, propôs medidas que facilitarão o crédito imobiliário e reduzirão a inadimplência. As ações envolvem a simplificação jurídica, a criação de títulos com isenção de Imposto de Renda e o fortalecimento de garantias.
As ações entrarão em vigor gradualmente. Segundo Mantega, o governo editará duas medidas provisórias, resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e fará emendas a projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional. O diretor regional apoia a ação. “Toda medida de estímulo ajuda. Sempre será bem-vinda uma economia de mercado onde financiamento com juros compatíveis possam acompanhar as necessidades dos cidadãos”, aponta.
Revide Online
Leonardo Santos (Colaborador)
Fotos: Arquivo Revide