Conteúdo histórico
Mais 40 livros sobre importantes pontos históricos de Ribeirão Preto serão lançados simultaneamente
Em louvor a São Sebastião uma Igreja Matriz foi erguida na recém fundada Ribeirão Preto. Datada de 1904, provinda do empenho do pároco Monsenhor Joaquim Antonio de Siqueira e de seu auxiliar, padre Euclides Gomes Carneiro, a matriz passou a catedral e, entre 1908 e 1909 com a chegada do primeiro bispo D. Alberto José Gonçalves e a criação da Diocese de Ribeirão, a obra ganhou impulso maior.
Rodeada por jardins, a catedral se mostra imponente e é fonte inesgotável de inspiração. Tanto que, no início de 2011, a jornalista Rosana Zaidan transcreveu, na forma de um livro de 300 páginas, o sonho de resgate cultural do editor e criador da editora Coruja Lau Baptista. O editor sempre se interessou muito pelo conteúdo histórico contido em determinados locais da cidade de Ribeirão Preto, tanto que há 30 anos, Lau Baptista lançou um livro de memória fotográfica da cidade. “A catedral é um prédio que poucos desfrutam. Por se tratar de uma igreja, é um local onde as pessoas vão para rezar. O meu interesse é pela arte. Sou católico mas, a arquitetura e a representação artista do local me encantam”, conta Baptista.
A jornalista Rosana Zaidan, autora do livro “Catedral Metropolitana de São Sebastião” - lançado no dia 11 de dezembro do ano passado durante uma missa realizada na catedral, conta que, assim como o processo de seu primeiro livro “O Diário de JB”, a pesquisa que culminou no lançamento de sua segunda obra foi "apaixonante”. Lau Baptista, da editora Coruja, lembra que a ideia do livro surgiu durante a produção de “O Diário de JB” - projeto lançado em 2009 e no qual foi parceiro da jornalista. “Apresentei a ideia para a Rosana e ela topou. Em seguida entramos em contato com o padre Francisco Moussa, o padre Chicão e ele também nos deu o seu apoio”, recorda.
Vida de escritora
Acostumada a vida de redações e a produção constante de textos jornalísticos, Rosana afirma que a produção de um livro difere muito da produção diária de um jornal. “Nós, jornalistas, fazemos muitos textos diariamente, porém são curtos e de pouca durabiliade. O conteúdo para a televisão, por exemplo, é instantâneo, a informação contida no jornal de hoje não vale mais no dia seguinte”. Por isso, a jornalista acredita que “há sim uma diferença no processo de produção”. Para ela, essa diferença está na profundidade da pesquisa e na aplicação sobre o texto. “Um livro exige sempre um trabalho de grande fôlego e de maior durabilidade. É esse o desafio”, ressalta.
A cultura popular diz que, antes de morrer, uma pessoa deve “plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”, portanto, Rosana Zaidan já poderia se considerar realizada, mas a jornalista que já plantou uma ameixeira e uma jabuticabeira diz que ainda faltam outras árvores e faltam outros livros. "Ainda falta muita coisa”, brinca.
Segundo o editor Lau Baptista um projeto grandioso de 40 livros sobre a história de Ribeirão Preto, que serão lançados simultaneamente, está sendo produzido e deve ser lançado em breve. “O projeto conta com 40 autores escrevendo sobre diferentes pontos históricos da cidade de Ribeirão. Ainda não há uma data para o lançamento, mas o projeto já está bem adiantado”, diz Baptista.
Revide On-line
Texto: Bruno Silva
Fotos: Arquivo Revide, Divulgação e Weber Sian