Contra a Dor de Cabeça
Ribeirãopretanos que sofrem com enxaqueca agora têm como opção novo remédio, recentemente liberado pela Anvisa. Primeiras aplicações da medicação foram realizadas na Clínica de Infusão Immunitá
As duas primeiras aplicações do remédio Erenumab, medicação revolucionária para o tratamento de enxaqueca que já vem sendo usada em outros países e que foi liberada recentemente pela Anvisa, foram realizadas na Clínica de Infusão Immunitá, no Centro Médico do RibeirãoShopping, especializada em tratamento assistido. As infusões foram as primeiras realizadas no Brasil.
A nova medicação promete reduzir pela metade o número e a intensidade das crises de enxaqueca, doença que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta um a cada sete adultos do mundo. A dose foi aplicada em duas pacientes, que vieram de outras cidades para iniciar o tratamento na clínica de Ribeirão Preto, escolhida pelo laboratório distribuidor para realizar a infusão das doses da nova medicação. “É muito gratificante termos sidos escolhidos para fazermos parte da primeira infusão no Brasil de uma medicação que é distribuída por um laboratório de nível mundial. A escolha é fruto de muito trabalho e, também, o reconhecimento do que fazemos aqui na Immunitá”, afirma o médico Rodrigo Nóbrega, que está à frente da clínica e é sócio-fundador e diretor da Gesti - Gestão e Soluções em Terapia Intensiva.

Nóbrega ainda destaca a importância da medicação para as pessoas que têm suas vidas afetadas pela enxaqueca. “Ficamos muito felizes em poder oferecer uma medicação que vai ajudar muitos pacientes que sofrem com a enxaqueca, problema que afeta a vida de muitas pessoas. Também estamos felizes em termos construído um espaço estruturado, que oferece qualidade e segurança, e que está pronto para receber qualquer tipo de infusão e de diferentes especialidades”, finaliza.
Enxaqueca e a medicação
O Erenumab é uma medicação específica ministrada em dose subcutânea mensal. Uma vez por mês, o paciente irá a clínica para realizar o tratamento, que, em média, tem a duração de seis meses, mas, caso ainda haja a necessidade, pode se estender por até um ano.

Segundo o médico neurologista da Immunitá, Francisco Antunes Dias, o novo tratamento é revolucionário e representa um grande avanço, pois é praticamente isento de efeitos colaterais, que, até então, são um dos principais problemas relatados por pacientes que fazem o uso das medicações disponíveis no mercado. “A enxaqueca tem dois tipos de tratamento: o abortivo, que é quando se toma um analgésico para cortar a dor, e o preventivo, que é quando se faz o uso contínuo de uma medicação para evitar que as crises de dores de cabeça da enxaqueca apareçam e atormentem a vida do paciente. Entre esses principais tratamentos preventivos, até então, não tínhamos nenhum que era específico para a enxaqueca. Eram medicações que foram criadas para tratar outras doenças, que apresentam efeitos na enxaqueca e, então, usávamos para reduzir a incapacidade que ela traz. O problema é que essas medicações apresentam muitos efeitos colaterais”, explica o neurologista.
Uma das reclamações mais frequentes, de acordo com Francisco, é o ganho de peso, comumente causado por remédios que são prescritos para o tratamento da doença, que afeta mais o público feminino. “A gente sabe que a enxaqueca é muito mais comum em mulheres do que nos homens, e a maioria das medicações que usamos para tratá-la pode causar o ganho de peso, algo que incomoda muito as mulheres com enxaqueca. Então, essas novas medicações que estão surgindo no mercado, além de serem muito eficazes, são praticamente isentas de efeitos colaterais”, afirma o médico.
Antes de buscar pelo tratamento, o interessado deverá se consultar com um médico, que estudará o caso e verá se o uso do medicamento é recomendado.

Primeiras Pacientes
A professora e psicopedagoga Andrea Nahime de Medeiros e a neurologista Rhelen Piantino Rabello foram as primeiras pacientes brasileiras que tiveram a oportunidade de iniciar o tratamento com o Erenumab. Para ambas, o momento foi de grande expectativa, pois, por muitas vezes, foram vítimas das fortes crises de dor de cabeça. “Olha, são 23 anos com dor. Eu percebi que as dores não eram normais quando a intensidade foi aumentando e outros sintomas foram surgindo, como náuseas e ânsia de vômito, e isso estava me impossibilitando de trabalhar. Tinha de sair do trabalho, ir para casa e ficar em um quarto escuro, pois não podia com a claridade e com nenhum cheiro. Foi aí que percebi que não era normal, porque isso acontecia toda semana”, diz Andrea. Antes dessa oportunidade, Andrea já havia iniciado tratamentos, mas nenhum solucionou o problema. “Minha médica me inscreveu no programa na tentativa de me ajudar no tratamento. Dessa vez, espero me livrar da enxaqueca”, pontua a professora, com grandes expectativas. O caso da neurologista Rhelen Piantino Rabello é semelhante ao de Andreia. “Tenho enxaqueca desde a infância e dores diárias há 20 anos. Já usei todas as medicações indicadas e combinadas, como toxina botulínica e, inclusive, tratamentos não medicamentosos, como acupuntura e psicoterapia”, ressalta. A expectativa da neurologista é grande. “Não existe cura para enxaqueca, mas sei que os artigos mostram que pode haver uma redução de até 50% das crises com a medicação. Para mim, já é muito bom”, finaliza.
Immunitá - Personalização em tratamentos assistidos
Tels.: (16) 3516.7491 e (16) 3516.8037
Centro Médico do RibeirãoShopping, loja 14