Contra a pirataria

Contra a pirataria

Segundo dados do FNPC, brasileiro comprou R$ 23,8 bilhões em produtos piratas em 2012

Em 2012, segundo dados divulgados pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), mais de R$ 23 bilhões em produtos “piratas” foram gastos pelos brasileiros.

O presidente do FNCP Edson Vismona informou que a cidade de São Paulo é o grande polo nacional da pirataria. “De dezembro de 2010 a dezembro de 2012 foram apreendidos, somente na capital paulista, 78 milhões de produtos, com valor de mercado equivalente a R$ 2 bilhões. É o mesmo valor apreendido pela Receita Federal em todo o Brasil em 2012”, informou Vismona e revela ainda que os produtos mais pirateados e contrabandeados são Cd’s, DVD’s, material esportivo, óculos, relógios, software, videogames, pilhas, perfumes, material de limpeza, cigarros, brinquedos e até TV por assinatura.

Além da baixa qualidade, o presidente da FNCP conta que os produtos pirateados oferecem riscos à saúde. Pois, segundo ele, nenhum dos produtos vistoriados pelas normas de qualidade. “Os produtos falsificados são baratos, mas não são milagrosos. São fruto de sonegação de impostos e até trabalho escravo”, salienta.

Vismona (foto) informou que 12, dos 30 setores listados pelo Fórum, foram ouvidos durante a pesquisa.

O resultado apresentado informou que o mercado que mais sofreu com a pirataria foi o de softwares. Em 2012, o mercado legal movimentou R$ 2,52 bilhões. No mesmo período, a venda de programas ilegais foi de R$ 2,84 bilhões.

Outro setor que chamou a atenção foi o de perfumes. Em 2012 o mercado vendeu R$ 2,51 bilhões de frascos. A venda de perfumes “piratas” no mesmo período foi de R$ 2,45 bilhões.

Para tentar frear a disseminação de produtos piratas no mercado brasileiro, Vismona aposta na conscientização da população. “Mesmo ilegal, o mercado da pirataria é muito grande. Informar é a única solução”, conclui.

Revide on-line
Fotos: Reprodução

Compartilhar: