Controle biológico
Uso de ácaros predadores reduz em até 70% a aplicação de acaricidas em flores como gérberas e crisântemos, podendo eliminar o uso do produto em rosas e orquídeas
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Biológico (IB-APTA), aponta o controle biológico como alternativa viável no combate de ácaros em flores. O sistema consiste no emprego de um organismo predador que ataca outro que esteja causando danos econômicos às lavouras, evitando o uso de agrotóxicos e trazendo, portanto, benefícios ecológicos, econômicos e sociais.
Com a técnica, é possível reduzir em 70%, dependendo da área, a aplicação de acaricidas em gérberas e crisântemos, e até mesmo eliminar o uso dos produtos em rosas e orquídeas. “Os
resultados são flores mais belas, com melhor segurança do trabalhador e diminuição dos impactos ambientais”, explica Mário Eidi Sato, pesquisador do Instituto.
Uma das principais pragas é o ácaro-rajado, que ataca mais de 1200 espécies de plantas, como algodão, feijão, morango, mamão, pêssego, flores e plantas ornamentais. O IB controla essa espécie com o uso de predadores naturais, como o Neoseiulus califormicus e o Phytoseiulus macropolis. “O importante é liberar os predadores quando o dano à cultura ainda é baixo. Dependendo da infestação, é indicado usar entre cinco e dez ácaros predadores por metro quadrado”, orienta Mário.