Copa oferece oportunidades, mas com regras
Eventos não podem utilizar indevidamente marcas da Fifa
Um evento realizado nesta quinta-feira, dia 9, no Theatro Pedro II reuniu prefeitos, secretários municipais do turismo e empresários do setor de hotelaria e turismo para esclarecimentos das possibilidades oferecidas pela disputa da Copa do Mundo no Brasil.
A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, destacou que a vinda da seleção francesa a Ribeirão Preto não beneficia só o município mas também todas as cidades da região.
“Não somos expectadores, mas sim participantes. É hora de mostrarmos o potencial da cidade, assim como as importantes produções da nossa região”, disse a prefeita que conclamou: "Levem um pouquinho deste espetáculo para sua cidade".
A coordenadora da Secretaria Executiva do Comitê Paulista, Raquel Verdenacci, ressaltou a importância de se divulgar as oportunidades para as cidades da região, mesmo estando longe da capital e do maior fluxo de turistas. "Tínhamos que demonstrar às cidades as oportunidades que a Copa vai gerar", afirmou.
Segundo o prefeito de Altinópolis, Marco Ernani Hyssa Luiz, alguns prefeitos e empresários ainda não têm a dimensão da potencialidade do evento e estão alheios ao Mundial. "A região inteira precisa tomar consciência. Os prefeitos não tomaram consciência, nem os empresários. Estive na França pouco tempo atrás e lá os franceses só estão falando daqui", disse.
Apesar do grande número de turistas estrangeiros que estarão em Ribeirão Preto, cerca de 25 mil, as cidades não devem se esquecer de oferecer eventos aos seus habitantes.
"As cidades não devem ficar obcecadas com os estrangeiros e podem aproveitar a oportunidade para atrair público de cidades vizinhas e girar os bares e restaurantes locais", comentou Raquel Verdenacci.
Segundo Raquel, as cidades podem promover festivais gastronômicos, feiras de artesanato e organizar exibições públicas dos jogos da Copa. No caso das exibições públicas com público menor que 5.000 pessoas, não é necessário obter licença de exibição da Fifa e da Rede Globo (detentora dos direitos televisivos no Brasil). Já as exibições comerciais devem pagar uma taxa à Fifa dependendo do público presente.
A coordenadora também deu exemplos da norma para que as empresas aproveitem o momento para lucrar sem ferir direitos da Fifa, que é proprietária e organizadora do evento. "As cidades e as lojas podem se enfeitar com as cores da bandeira, mas tomando o cuidado de não usar indevidamente as marcas da Fifa", aconselhou.
De acordo com Raquel, também estão vetados os sorteios de ingressos, uso das marcas, do mascote e do slogan em anúncios, informes publicitários, itens de merchandising e em decorações de estabelecimentos comerciais. No evento foi distribuído uma cartilha com as orientações para os empresários. O Comitê Paulista disponibiliza uma versão digital em seu site
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Texto: Bruno Vogah (colaborador)
Fotos: Carolina Alves