Correios devem voltar às atividades
Compensação dos dias de greve deverá ser feita em até 180 dias
Os profissionais dos Correios, que estavam oficialmente em greve desde o dia 17 de setembro, retornarão às atividades nesta quinta-feira, dia 10. O término da paralisação foi determinado pelo Tribunal do Superior do Trabalho (TST) nesta terça-feira. O TST julgou o dissídio coletivo, mantendo o reajuste oferecido pelos Correios, de 8% nos salários e de 6,27% nos benefícios; vale-extra no valor de R$ 650,65, a ser creditado em dezembro e Vale-Cultura, dentro das regras de adesão ao programa implementado pelo Governo Federal.
O TST também acatou integralmente a proposta dos Correios sobre o plano de saúde: manter na íntegra a cláusula 11 do acórdão vigente, que garante todos os atuais direitos dos trabalhadores, manutenção dos atuais beneficiários (inclusive pais do empregado que já estão cadastrados); cobertura de procedimentos; rede credenciada e percentual de compartilhamento; nenhum custo adicional, repasse ou mensalidade aos empregados.
Carlos Decourt Neto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Ribeirão Preto (Sintect), ressalta que a decisão do TST não foi plenamente satisfatória, mas deve ser acatada. “Temos que acatar e comemorar a decisão do trbinual de não aprovar as alterações na Assitência Médica proposta pelos Correios”, aponta Neto.
Para compensar os dias em que ficaram parados, o tribunal acolheu a proposta da empresa. A compensação deverá ser feita de segunda a sexta, em até duas horas por dia, no prazo de 180 dias. “Nos anos anteriores, a compesação era feita nos fins de semanas e feriados, para agilizar as entregas. Este ano tivemos mais esta alteração”, conclui Neto.
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Foto: Ibraim Leão