Crédito imobiliário

Crédito imobiliário

Em Ribeirão Preto, entre janeiro e outubro de 2012, foram financiados R$ 1,66 bilhão em imóveis

À frente da Bild Desenvolvimento Imobiliário, Fábio Franco conhece bem o mercado de Ribeirão Preto e suas particularidades. Está acostumado a analisar as principais áreas de crescimento para prospecção, acompanhar o desenvolvimento de projetos e elaborar estratégias de vendas efetivas, lidando com investidores e com o consumidor final. Quando ele decidiu comprar uma casa, utilizou toda a sua experiência profissional para escolher o empreendimento e, principalmente, a forma de pagamento ideal. “Procurava um lugar que proporcionasse qualidade de vida, segurança e comodidade. Encontrei tudo isso no Jardim Sul. Na hora de efetivar a compra, procurei uma instituição bancária para realizar o financiamento. Hoje, sem dúvida, essa é a melhor alternativa para quem quer comprar um imóvel porque não exige que o cliente comprometa um valor muito alto de uma só vez. Depois da entrada, o restante é diluído em parcelas mensais. Estou feliz com a minha casa e muito satisfeito com a opção que fiz pelo financiamento”, comenta o diretor.

Assim como Fábio, uma grande parcela da população tem investido no crédito imobiliário. Tanto é que, segundo dados levantados pelo Instituto de Economia da Associação Comercial e Industrial (ACIRP), foram financiados R$ 1,66 bilhão em imóveis em Ribeirão Preto entre janeiro e outubro deste ano. O número é aproximadamente 30% superior ao registrado em 2011 e coloca a cidade na quinta posição no ranking estadual. Tais estatísticas favorecem empresas como a Piramid Imóveis. Segundo o diretor, Adair Porfírio, 70% dos negócios realizados atualmente pela imobiliária envolvem essa modalidade de crédito. “Há algum tempo, esse processo vem se tornando mais simples, sem tanta burocracia. Temos muitos casos de clientes que conseguem o financiamento em um prazo de 30 dias. Antes, demorava de 90 dias a seis meses. Além disso, as taxas de juros estão bastante convidativas”, explica Adair. Por tudo isso, ele ressalta que, desde 2009, o número de financiamentos tem aumentado, em média, 10% ao ano.

Na perspectiva das empresas responsáveis pelos empreendimentos, esse sistema também é visto com bons olhos. “A principal vantagem para os empreendedores é que a receita vinda do financiamento entra integralmente no caixa, assim que a venda é concluída, o que acelera os investimentos na obra. Os financiamentos ajudam a aquecer a economia, permitindo o acesso das pessoas a esse mercado que antes era mais restrito”, enfatiza Júlio Prado, diretor de incorporação do Grupo WTB. Ele revela que cerca de 60% das unidades comercializadas pelo Grupo são feitas através de crédito imobiliário. Vale lembrar que cada empresa tem suas especificações bem determinadas sobre o assunto. No caso da WTB, os bancos parceiros são o Bradesco e o HSBC. O cliente pode financiar até 80% do imóvel residencial em, no máximo, 180 meses, e até 70% do comercial, em 120 meses.

A oferta desse tipo de serviço é ampla e o cliente precisa pesquisar bem antes de fechar negócio. O Banco do Brasil, por exemplo, tem diversas linhas disponíveis englobando desde o Programa Minha Casa Minha Vida, que atende a famílias de baixa renda com taxa de juros de 4,5% a 7,16% ao ano, até a carteira hipotecária, que financia imóveis avaliados em até R$ 10 milhões, inclusive comerciais, com juros de 7,9% a 8,4% ao ano. A expectativa do banco é que em 2013 haja um crescimento de 30% sobre o volume de financiamentos existentes.

A Caixa ainda não tem os números oficiais de 2012, mas, segundo o superintendente regional de Ribeirão Preto, Isaac Samuel dos Reis, já é possível assegurar que o volume de crédito imobiliário disponibilizado pela instituição no país vai estabelecer um novo recorde. No dia 4 de dezembro, os registros já estavam em R$ 93,7 bilhões. Entre as 19 superintendências instaladas no Estado de São Paulo, a regional da Caixa em Ribeirão Preto apresenta o terceiro maior volume de crédito imobiliário contratado: R$ 1,6 bilhão, correspondendo a 6,6% do total estadual. “O mercado imobiliário local é um dos mais dinâmicos do país, amparado pela atratividade do município, que é inegavelmente um polo regional. O setor da construção civil é forte e o Produto Interno Bruto (PIB), elevado. O potencial de crescimento ainda é vasto”, conclui o superintendente.

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