Crise da laranja

Crise da laranja

Falta de mercado e pragas, como o greening e o cancro, agravam a situação nos laranjais da região

Maior produtor mundial de laranja, São Paulo amarga uma das piores crises que o setor já enfrentou. Falta de mercado e pragas, como o greening e o cancro, agravam a situação nos laranjais da região. Por isso, muitos produtores buscam em outras culturas, principalmente na cana, uma alternativa mais rentável.

Estimativa da Câmara Setorial de Citricultura do Ministério da Agricultura e da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) apontam uma perda entre 50 e 100 milhões de caixas da fruta. Oracy Schuindt, agrônomo da Casa da Agricultura de Taquaritinga, observa que 70% da produção de variedades tardias, como a Natal, ainda não foram comercializadas. Para Marco Antônio dos Santos, presidente da Câmara Setorial e do Sindicato Rural de Taquaritinga, incentivar o consumo de suco natural de laranja pode ser uma saída para o setor.

O brasileiro, segundo Marco Antônio, consome cerca de cinco litros do suco por ano, contra mais de 20 litros consumidos por alemães, noruegueses e canadenses. “Estamos trabalhando junto a empresas, instituições e governos para incentivar o consumo de suco de laranja em empresas, escolas, presídios, entre outros”, aponta.


Textos: Rose Rubini

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