Da universidade para o mundo
Simpósio realizado na USP Ribeirão Preto discute os avanços da nanotecnologia e possibilidades para a área da saúde

Os avanços da nanotecnologia já começam a dar frutos no desenvolvimento de novos compostos e métodos de terapias para a cura de diversas doenças. Nos últimos anos, uma rede de colaboração formada por diversas universidades brasileiras tem aumentado a velocidade com que os diversos laboratórios compartilham entre si as descobertas.
Segundo os pesquisadores, o que falta agora é uma correia de transmissão para que este conhecimento acadêmico se transforme em benefícios à sociedade.
Um simpósio promovido pelo Instituto de Estudos Avançados da USP Ribeirão Preto, o IEA, apresentou os projetos que estão sendo desenvolvidos nas Unidades de Pesquisa e debateu as possibilidades e contribuições que a nanotecnologia oferece para a área da saúde e como essa produção científica vai transpor os muros da universidade e chegar à comunidade.
“Falta uma interlocução para transmitir a tecnologia para a iniciativa privada e para a política pública de saúde”, explicou, durante a palestra, o professor Cláudio Tedesco, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP).
“Às vezes, uma descoberta interessante na nanotecnologia que possa resultar em um fármaco para a terapia de um tipo de câncer esbarra na estratégia de algumas indústrias farmacêuticas que preferem patologias de maior impacto mercadológico”, afirmou.
De acordo com o professor Oswaldo Baffa Filho, organizador do simpósio, a inauguração do Parque Tecnológico de Ribeirão Preto vai acelerar a transformação do conhecimento em produtos para a saúde da população. “O parque é um mecanismo para fazer a tecnologia chegar às empresas. O conhecimento vai fluir mais rapidamente”, disse Baffa.
Opinião compartilhada pela professora Geniane Porto, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão (FEA-RP/USP). “É um habitat onde acelera a inovação tecnológica”, apotou.
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Texto: Brunno Vogah (Colaborador)
Imagens: João Henrique – IEA-RP/USP