Dança Árabe
A dança é divertida e desenvolve expressão corporal, musicalidade, concentração e memória
O casal William Rocha e Lívia Garrido Gibéli encontrou na aula de dança Dabke — dança folclórica dançada por homens e mulheres — a oportunidade ideal para curtir um momento agradável juntos após um longo dia de trabalho. A especialista em Recursos Humanos dança desde os dois anos de idade e se apaixonou pela Dança do Ventre e pela Dabke. “Comecei com o balé e, aos nove anos, conheci o jazz. Posteriormente, vieram o Flamenco e a Dança do Ventre”, relembra.
Já o educador físico e administrador entrou em contato com a dança em março deste ano, apesar de ter grande familiaridade com este ritmo por tocar derbak, um instrumento de percussão árabe. “A aula é muito interessante, pois interagimos com os colegas o tempo todo. Ao final, sentimos uma energia positiva, tendo estimulado o corpo e a mente”, declara o aluno, que faz exercícios diariamente e pratica esportes.
Dança do ventre
A Dança do Ventre é praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e da Ásia Meridional. A modalidade é composta por uma série de movimentos de vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem o corpo inteiro e revelam muita sensualidade. Em sua forma primitiva, essa dança já foi considerada um ritual sagrado. Sua origem data de 700 anos atrás e está relacionada aos cultos primitivos à Deusa-Mãe: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos de seu cerimonial.
O Dabke
Esta é uma dança folclórica característica em muitos países árabes. Apesar de ser originalmente masculina, hoje pode ser praticada por toda a família. O Dabke é dançado em grupo, com as pessoas de mãos dadas formando uma roda ou uma meia-lua. Não há movimentos de braços ou de quadril. A movimentação se restringe aos pés, que realizam uma variedade de batidas e passos no chão. Os ritmos mais adequados são o Said e o Malfuf. A música é alegre e, quase sempre, é acompanhada pelo derbak (uma espécie de percussão) e pela Mijwiz (um tipo de flauta).
Para todos
A professora Alini Jndia conta que não existe tipo físico e idade ideal para praticar as danças árabes. “Nas aulas, é comum encontrar muitas mulheres que não têm experiência com qualquer tipo de dança ou de outra atividade física. Contudo, o tempo e a prática trazem diversos benefícios”, conta a especialista, que é formada em psicologia mas encontrou na dança sua realização profissional. De acordo com Alini, diferente da musculação, por exemplo, a dança é divertida e desenvolve, ainda, expressão corporal, musicalidade, concentração e memória.
Remédio contra a timidez
Em busca de uma atividade física regular que proporcionasse condicionamento e diversão, a auxiliar administrativa Camila Rizzo resolveu experimentar as aulas de Dança do Ventre. “Há um mês e meio estou frequentando as aulas duas vezes por semana. Encontrei uma distração maravilhosa, pois consigo relaxar e, ao mesmo tempo, aprender a lidar com a minha timidez”, declara a aluna, que já sentiu uma mudança considerável no convívio social.
Benefícios:
• estimula a consciência corporal e a coordenação motora;
• aumenta a flexibilidade;
• tonifica e fortalece a musculatura;
• favorece a perda de peso;
• proporciona o contato com o próprio corpo;
• melhora a autoestima;
• promove o bem-estar e a disposição.