Dança inclusiva

Dança inclusiva

Criada em 2006, ONG tem como objetivo formar bailarinos e levar dança às pessoas que não têm acesso a arte

Formar bailarinos profissionais e divulgar a dança: esses são os principais objetivos que a FINAC busca alcançar desde outubro de 2006. A organização ribeirão-pretana, antes chamada de Balé Renata Celidonio, hoje é uma Ong que visa proporcionar, através da dança  uma vida digna para jovens sem recursos.

Dirigida pela professora de dança Renata Celidonio, a Ong FINAC não tem fins lucrativos e mantém o propósito de inclusão social e divulgação cultural do trabalho. Em quase sete anos, a FINAC ainda resgata os trabalhos do antigo Balé Renata Celidonio, criado em 1978. “A FINAC continua com as suas metas: formar profissionais de primeiro nível e divulgar a dança priorizando locais no qual a população não tem acesso a esta arte”, conta Renata.

A diretora da Ong explica que a sigla FINAC vem do nome da avó, Finoca Almeida Cunha, em homenagem à pessoa que por toda a vida se dedicou ao incentivo de jovens artistas de Ribeirão Preto.

Atualmente com 20 alunos, a FINAC busca oferecer aos dançarinos uma oportunidade de conquistar espaço e reconhecimento nas melhores companhias de dança nacionais e internacionais. “Pode fazer parte da FINAC quem tem mais de 14 anos, talento, alguma experiência em dança e que tenha vontade de se tornar bailarino profissional”, explica. Os alunos frequentam cinco horas de aulas diárias, diversificando os ritmos em balé clássico, dança contemporânea, dança urbana, alongamento e ensaios.

O forte nome que a Ong tem em Ribeirão já avançou fronteiras. Bailarinos que deram os primeiros passos na FINAC já se tornaram destaques em revistas e jornais do Brasil e do mundo. Porém, mais que uma escola de dança, a FINAC funciona como meio de propagação da cultura. A Ong oferece um projeto de apresentações em escolas públicas para levar dança a quem não tem acesso. Grandes talentos surgiram deste trabalho, alguns, inclusive, reconhecidos internacionalmente, como pontua Renata.

Os bailarinos Giovana Faria e Diego Pradela, por exemplo, conseguiram bolsas de estudos na RNB Dance and Theatre Arts, em Vancouver, Canadá. Outros nomes como Adriana Amorim, hoje bailarina da São Paulo Companhia de Dança, Norma Magalhães, bolsista na Akademie des Tanzes, em Mannhein, Alemanha, e Fernando Sabino, bailarino há quatro anos do Richmond Ballet EVA, Estados Unidos, são talentos que saíram da ong FINAC.

A FINAC está localizada nos Estúdios Kaiser de Cinema.

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Texto: Fernando Belezine (Colaborador)
Fotos: Arquivo pessoal FINAC

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