Dança por prazer
Muitos jovens se dedicam à dança como atividade de lazer; outros adolescentes pretendem, inclusive, seguir a profissão
Gene Kelly emocionou multidões com a dança sob a chuva. Musicais da Broadway reúnem milhares de pessoas de todas as partes do mundo em seus espetáculos. As apresentações de dança lotam os teatros ao revelar movimentos precisos e perfeitos. Seja balé clássico, moderno, jazz ou sapateado, as danças encantam pela perfeição e sincronia.
Muitos estudantes interessados nessa expressão artística procuram as escolas de dança e descobrem nas salas de aula uma forma de se distrair, exercitar-se e até mesmo iniciar uma carreira profissional. Isso aconteceu com Yolanda Carvalho Foretti, de 15 anos, que começou a dançar há dez anos. A adolescente tinha a curiosidade de conhecer o balé clássico e hoje é uma das selecionadas para a Escola Bolshoi. “Depois de algum tempo passei a levar as aulas a sério e encontrei muita facilidade para as piruetas”, assume a bailarina que dedica cinco dias da semana às sapatilhas.
O balé vai além das piruetas e apresenta aos adolescentes a cultura clássica, mostrando músicas de épocas variadas, a história de outros períodos, entre outros elementos. De acordo com a professora Adriana Mazza, é importante escolher o estilo de dança que mais combina com o perfil do adolescente. “Por exemplo, o balé clássico é mais disciplinado, exige técnica e também muita dedicação. Para quem prefere movimentos mais livres, o jazz mescla gestos do cotidiano e agrada muito a essa faixa etária. O mais interessante é que todas as danças ajudam a se livrar da timidez, a desenvolver a capacidade de trabalhar em conjunto e a autoconfiança, entre outros pontos”, explica.
Desde os 10 anos, Maria Eugênia Agostinho sonhava em colocar uma sapatilha de ponta nos pés. Movida pelo desejo, percebeu seu potencial e passou a se esforçar cada vez mais na prática. “A dança se tornou uma rotina diária, pois quando estou dançando consigo passar vários sentimentos sem dizer nada. Além disso, aprendi a ter disciplina, postura, leveza e delicadeza”, conta a dedicada praticante. Compartilhando da mesma paixão, Victoria Mazza, de 15 anos, incluiu o sapateado entre as modalidades que pratica. Para a jovem, a dança relaxa, ajuda na escola e melhora a concentração.
Para Adriana Mazza, o mais interessante é que cada estilo traz suas peculiaridades, que chamam a atenção dessa faixa etária. “O balé contemporâneo é uma dança de vanguarda, veio da dança moderna, contextualizando o clássico. Expressa um outro tempo. Já o jazz é um movimento mais sensual e o sapateado, mais movimentado”, explica a especialista. Apaixonada por sua futura profissão, Yolanda costuma pesquisar sobre o assunto e tem o apoio dos pais. “Minha família está presente em todas as minhas apresentações. Isso é a maior recompensa, tornando as dores, os machucados e as outras dificuldades muito menores”, conclui a jovem.
Texto: Mariana Secaf
Fotos: Carolina Alves