De casa nova
Orçado inicialmente em R$ 1,3 milhão, o projeto do recinto da elefanta Maison custou R$ 650 mil
Protagonista de um impasse envolvendo ambientalistas, a classe protetora dos animais e até a Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto, a elefanta Maison teve sua casa oficialmente inaugurada e aberta ao público neste domingo (24). Os visitantes do bosque tiveram que esperar por 17 meses para ver de perto a grande estrela do circo Kroner.
A espera, ao que parece, só fez aumentar a expectativa. Segundo a direção do bosque-zoológico Fábio Barreto cerca de 15 mil visitantes eram aguardados, no entanto, a gigante atraiu aproximadamente 20 mil pessoas ao local, batendo o recorde de visitas no zoológico, que em dias de maior movimentação, chega a receber aproximadamente 6 mil pessoas. “Estive no local neste domingo e estava lotado. Muitas crianças e adultos se aglomeraram para vê-la”, conta a enfermeira Eliane Nepomuceno.
Segundo Eliane, a elefanta reagiu bem à movimentação e mostrou-se muito dócil durante todo o tempo. “Ela não me pareceu incomodada com o grande público, muito menos estressada. Estava comendo e continuou fazendo isso”, afirma.
De olho nos animais
Apaixonada por animais, a enfermeira ressalta que a empolgação pela presença de um animal como a elefanta é grande, mas o que não deve acontecer é a falta de fiscalização do público ribeirãopretano.
“Temos que pensar nas condições em que estes animais são trazidos e tratados em um país que não é o seu de origem”, comenta.
Na opinião de Eliane as leis ambientais que protegem os animais estão mais sérias e rígidas, ela espera que essas leis sejam suficientes para protegê-los.
“O zoológico não deveria ser a única forma de educação ambiental, mas é considerada uma diversão e um dos métodos mais antigos do mundo. Então, devemos agradecer a possibilidade de ter a elefanta em nossa cidade e garantir que aqui ela viva bem”, conclui.
Lei de proteção
Embora seja um animal circense e obedeça muito bem aos comandos de seus tratadores, Maison já não se apresenta em espetáculos e está no bosque somente para exposição e educação ambiental. “Mesmo porque, existe uma lei que proíbe a apresentação desses animais”, reforça a assessoria de imprensa do bosque.
A Lei Estadual nº 11.977, de 25 de agosto de 2005, proíbe o uso de instrumentos que induzam o animal à realização de atividade ou comportamento que não se produziria naturalmente sem o emprego de artifícios.
Bem alojada
A elefanta está alojada em um recinto que mede 1,5 mil m² de área, com tanque, ponto de fuga, piso de terra, portas de trilho reforçadas, cerca elétrica e fosso. A casa de Maison é classificada como nível de segurança 3 (maior que o exigido pelas normas técnicas), e o espaço foi construído para abrigar até dois elefantes.
O recinto para alojar a elefanta, orçado inicialmente em R$1,3 milhão, teve a licitação cancelada devido ao valor exorbitante. A solução encontrada pela prefeitura foi realizar a construção do local através da ajuda de empresas privadas, junto à Secretaria Municipal de Educação. E com o projeto final, orçado pela metade do preço, o início da obra foi aprovado pelo Centro de Controle de Fauna Silvestre, pelo valor final de R$ 650 mil.
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Texto: Bruno Silva
Fotos: Divulgação