Debate de ponta
Direcionado a discutir os principais avanços da área uro-oncológica, o 12th International Uro-Oncology Symposium reuniu renomados especialistas para debater casos clínicos controversos
A busca incessante por tratamentos oncológicos mais eficazes e menos invasivos reuniu profissionais da área médica em torno de um conteúdo relevante e atualizado no 12th International Uro-Oncology Symposium, uma oportunidade para abordar as novidades da uro-oncologia de modo prático e didático. O evento, que aconteceu nos dias 11 e 12 de outubro, no Centro de Convenções Ribeirão Preto, contou com a participação de expoentes da urologia e da oncologia, baseado na discussão interativa de casos clínicos controversos.
Em um ambiente de debate entre diversos profissionais voltados para o tratamento do câncer urológico, com participação ativa da plateia, foram discutidos os recentes avanços da área, que contribuíram, mais uma vez, para o sucesso do evento. Segundo o urologista, professor livre docente da FMRP-USP e coordenador do evento Rodolfo Borges dos Reis, o debate é fundamental nesses casos, pois há vários fatores que devem ser considerados na abordagem de um tratamento. Quanto mais pessoas participarem dessas discussões, melhor para o paciente, pois ele terá uma conduta mais sólida, baseada em outros casos. “Como as discussões são feitas de modo informal, integrando urologistas, oncologistas clínicos e especialistas em radioterapia, atraem os profissionais realmente interessados no tratamento do câncer urológico”, destaca o especialista. "Este ano, os profissionais mais relevantes da nossa região participaram do simpósio", conclui.

Entre os temas discutidos no simpósio, estavam “Tumores renais: Biomarcadores, o futuro é agora?”, “Recorrência tumoral pós-ablação: qual a melhor conduta?” e “Como prevenir e tratar as complicações mais frequentes da imunoterapia”. O evento, organizado pela Oxford Assessoria em Eventos Científicos, à frente do simpósio há 12 anos, ainda teve a participação de profissionais da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Universidade Estadual Paulista (UNESP Botucatu) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Evento sofisticado do ponto de vista oncológico, este nunca foi um simpósio simplista. Ele me atrai porque discute com grau de sofisticação maior do que muitos outros eventos. Há profissionais de universidades renomadas. Esse tipo de evento permite discutir situações mais práticas, que, talvez, em um simpósio maior, não falaríamos. Aqui, conseguimos aprofundar, levantar questões da plateia, que são dúvidas de muitos no dia a dia”, Marcus Vinicius Sadi, urologista e professor livre docente da UNIFESP

“É uma oportunidade de congregarmos amigos e de estarmos atualizados. Porém, é importante dizer que quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o tratamento, menos agressivo e melhor a sobrevida. A ideia aqui é buscar por medidas que tragam o mínimo de complicação aos pacientes, evitando cirurgias mutilantes que os levam a uma situação clínica bastante debilitante após o tratamento”, afirma Silvio Tucci Junior, chefe da Divisão de Urologia do Departamento de Cirurgia e Anatomia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP)

Comissão Organizadora
Wagner Eduardo Matheus (UNICAMP), Marcos Vinicius Sadi (UNIFESP), Rodolfo Borges dos Reis (FMRP-USP) e Jose Carlos Souza Trindade Filho (UNESP)

“A cada ano, o evento se supera e congrega várias universidades. É um evento pequeno e, por isso, conseguimos excelência nas discussões, como em muitos lugares do mundo. É muito enriquecedor, pois os profissionais saem daqui bem atualizados”, elucida Armando dos Santos Abrantes, urologista, chefe do serviço de urologia e transplante renal do Hospital São Francisco

“O evento é muito importante para a Urologia brasileira, pelo nível dos apresentadores e pela escolha dos temas, que permitem debates e opiniões contrárias. Acho que todos aproveitaram e estão levando muitas mensagens práticas para casa”, observa Antonio Carlos Lima Pompeo, presidente eleito da Sociedade Brasileira de Urologia (2020-2021)

“É um evento de alta qualidade, provocativo em suas questões, ou seja, um momento que ajuda naqueles casos e situações que todos temos dúvida, onde não encontramos evidência clara na literatura. Os profissionais ganham muito nesses casos mais difíceis”, Leandro Machado Colli, chefe e coordenador do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital das Clínicas da FMRP-USP