Delegado busca mais informações
Responsável por investigações pede novas quebras de sigilo telefônico do caso Joaquim e ouve mais depoimentos
Depois da reconstituição, na tarde de sexta-feira, dia 22, do desaparecimento do menino Joaquim Ponte Marques, de três anos, encontrado morto nas águas do Rio Pardo no último dia 10, o delegado Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pela investigação, busca novas informações.
Ele informou que pedirá a quebra de sigilo telefônico de outras pessoas ligadas à família do garoto. Até agora ele obteve os dados da mãe de Joaquim, Natália Mingoni Ponte, e do padrasto e principal suspeito do crime, Guilherme Longo, e de dois familiares. Agora ele quer saber se os dois falaram com mais pessoas no dia do desaparecimento.
Além dos dados, o delegado ainda aguarda a conclusão dos laudos técnicos, inclusive o da perícia da reconstituição, e continua a ouvir depoimentos. Nesta segunda-feira ele ouviu uma amiga de Natália e policiais que atenderam a ocorrência do desaparecimento.
Martins de Castro não espera pela confissão do padrasto e nem de mais informações de Natália. Os dois estão presos por 30 dias desde o último dia 10. “A confissão seria bom para o fechamento do caso, mas não é imprescindível”, disse o delegado.
Ele aponta ter provas consideráveis, mas quer aguardar os laudos para finalizar o inquérito com segurança. Guilherme e Natália negam a participação no desaparecimento e morte do garoto.